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    Brasil lida com COVID-19 no início de agosto de 2021 (8)
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    A decisão foi tomada após os documentos terem sido compartilhados com a CPI da Covid. A negociação foi cancelada pelo governo Bolsonaro após denúncias de irregularidades.

    O Ministério da Saúde colocou sob sigilo todos os documentos internos que tratam da aquisição da vacina indiana Covaxin contra a COVID-19, negociação com suspeitas de irregularidades que vem sendo investigada pela CPI da Covid no Senado Federal, reporta a revista Crusoé.

    Em julho, os documentos foram compartilhados com a CPI da Covid, mas o ministério restringiu o acesso público aos documentos após pedido feito por veículos de comunicação, por meio da Lei de Acesso à Informação. Na sexta-feira (6), o Ministério da Saúde respondeu à mídia que o acesso aos documentos encontra-se "suspenso e restrito no momento".

    Da direita para a esquerda: o vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o senador Humberto Costa (PT-PE) durante entrevista coletiva no Senado Federal, em Brasília. Foto de arquivo
    © Folhapress / Pedro Ladeira
    Da direita para a esquerda: o vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o senador Humberto Costa (PT-PE) durante entrevista coletiva no Senado Federal, em Brasília. Foto de arquivo

    PF apura irregularidades

    No começo do mês, a Polícia Federal (PF) enviou ofício ao Palácio do Planalto solicitando informações sobre a reunião entre o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Palácio da Alvorada em 20 de março, em que o parlamentar teria repassado ao presidente suspeitas sobre o contrato de compra da vacina Covaxin.

    O episódio é um dos pontos fulcrais na investigação sobre suposta prevaricação de Bolsonaro. Miranda relata que foi ao Alvorada com seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, para que este relatasse as pressões que sofreu para autorizar o contrato.

    Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor do Ministério da Saúde, saiu, e seu irmão, o deputado Luis Miranda, participam de audiência da CPI da Covid no Senado Federal, em Brasília, Brasil, sexta-feira, 25 de junho de 2021
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor do Ministério da Saúde, saiu, e seu irmão, o deputado Luis Miranda, participam de audiência da CPI da Covid no Senado Federal, em Brasília, Brasil, sexta-feira, 25 de junho de 2021

    Em 25 de junho, os irmãos Miranda participaram da CPI da Covid e denunciaram a suposta corrupção envolvendo o contrato para a aquisição da vacina Covaxin. Em 29 de julho, o Ministério da Saúde anunciou que tinha cancelado o contrato da Covaxin com a Precisa Medicamentos, ex-intermediária da Bharah Biotech no Brasil.

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    Brasil lida com COVID-19 no início de agosto de 2021 (8)

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    Tags:
    COVID-19, CPI da Covid, vacina, vacina, vacinação, pandemia, Bolsonaro, governo bolsonaro, Ministério da Saúde, Polícia Federal, Luis Miranda
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