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    Brasil contra coronavírus no final de julho de 2021 (12)
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    O ministro da CGU não viu irregularidades em preço e prazo no contrato da Covaxin, mas Queiroga decide cancelar contrato da vacina indiana mesmo assim.

    O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quinta-feira (29) que acordo para compra da vacina Covaxin "perdeu o objeto" e vai ser cancelado, mesmo com aval do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário.

    Rosário disse que a auditoria aberta para apurar eventuais irregularidades no contrato de compra da vacina indiana não detectou irregularidades no preço, nem nos prazos processuais do acordo.

    Wagner Rosário (à dir.), ministro da CGU
    © Foto / José Cruz/Agência Brasil
    Wagner Rosário (à dir.), ministro da CGU

    Enquanto isso, a investigação ainda apura adulteração de procuração da Precisa Medicamentos e a CPI da Covid e a Polícia Federal (PF) investigam prevaricação de Bolsonaro.

    Caso Covaxin

    O caso veio à tona e se tornou alvo da CPI da Covid no Senado e do Ministério Público Federal (MPF) depois que o servidor da Saúde Luis Ricardo Miranda, e o irmão dele, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), denunciaram "pressão atípica" dentro da pasta para acelerar resolução do contrato da compra da vacina.

    O presidente Jair Bolsonaro é investigado pela PF sobre ter ou não cometido crime de prevaricação no caso. Prevaricação é quando um agente público atrasa ou deixa de tomar atitude de acordo com as obrigações do cargo por "interesse ou sentimento pessoal".

    O ministro da CGU informou que a auditoria considerou que o preço estabelecido no contrato da Covaxin "encontrava-se aderente aos preços da empresa a nível mundial" e também apontou os prazos dos processos como "dentro do normal".

    A contratação de 20 milhões de doses do imunizante teve empenho no valor de R$ 1,6 bilhão do governo em fevereiro e vai ser devolvido. Segundo Rosário, isso vai acontecer porque o contrato da Covaxin não prevê multa em caso de rescisão. O crédito extraordinário, conforme o ministro, deve necessariamente ser utilizado para aquisição de outro imunizante.

    No entanto, o ministro da CGU confirmou que uma investigação preliminar continua em andamento para apurar uma suposta adulteração de procuração que autoriza a Precisa Medicamentos a falar em nome da Bharat Biotech, empresa indiana fabricante da Covaxin.

    Tema:
    Brasil contra coronavírus no final de julho de 2021 (12)

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    Tags:
    COVID-19, CPI da Covid, Indiana, vacina, Marcelo Queiroga, Ministério da Saúde, irregularidades
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