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    Brasil afronta COVID-19 no fim de abril de 2021 (62)
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    O ministro da Justiça, Anderson Torres, disse que é uma "covardia" envolver discussões sobre a pandemia de COVID-19 no Brasil com questões políticas.

    A declaração foi feita à Revista Veja, em entrevista publicada nesta sexta-feira (30). O ministro, que é delegado da Polícia Federal, também afirmou que não vê problema no fato de o presidente não usar máscara facial em público.

    "Se o presidente sai sem máscara e se expõe, cabe a quem está ali perto dele se cuidar. É um absurdo o chamarem de genocida. É uma covardia, num momento como este, misturar a tragédia com política", afirmou Torres.

    Esta foi a primeira entrevista de Torres desde que tomou posse como ministro. Ele declarou ser a favor da excludente de ilicitude para policiais e da redução da maioridade penal para 16 anos, além de ter defendido o direito à posse de armas.

    "Não podemos tirar o direito do cidadão de bem de ter uma arma de fogo em casa", disse o ministro.
    Presidente Jair Bolsonaro tenta colocar a máscara durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, 22 de março de 2021
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Presidente Jair Bolsonaro tenta colocar a máscara durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, 22 de março de 2021

    Torres disse também que considera inoportuno o momento para o funcionamento da CPI que vai investigar a atuação do governo durante a pandemia. Além disso, criticou a anulação dos processos contra o ex-presidente Lula e afirmou que considera Sergio Moro um juiz "diferenciado".

    "Minha convicção é a de que o trabalho da Lava-Jato foi muito bem-feito. Moro foi um juiz corajoso e diferenciado", disse Torres.

    O uso ou não uso de máscara por Jair Bolsonaro é também uma questão política. Nesta quinta-feira (29), o jornalista Valdo Cruz revelou que o presidente foi aconselhado por ministros a parar de falar somente para a própria "bolha" de apoiadores e a usar máscara facial para ter chances de ganhar as eleições de 2022.

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    pandemia, COVID-19, Brasília, Brasil, Jair Bolsonaro, Ministério da Justiça
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