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    COVID-19 no final de março de 2021 no Brasil (116)
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    O governador de São Paulo, João Doria, disse nesta sexta-feira (26) que a ButanVac começará a ser utilizada no início de julho – mas a previsão, segundo Júlio Croda, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, é "muito otimista".

    Para Croda, é improvável que o Instituto Butantan consiga realizar as três fases de testes clínicos até julho.

    "A gente precisa de dados de eficácia. Então vai precisar de um tempo, mais ou menos de três a seis meses, se tiver circulação viral alta. Então não vai dar tempo de fazer esses estudos já com finalização de dados de eficácia", analisou Croda, em entrevista à CNN Brasil.

    As duas primeiras fases podem ser conduzidas de maneira simultânea e concluídas em até dois meses. A terceira fase, no entanto, requer cerca de três meses para ser finalizada. O início da aplicação da vacina no mês de agosto seria uma previsão mais realista, segundo Croda.

    "Não é tão rápido que isso acontece. Apesar da capacidade de produção existir pelo Instituto Butantan, por usar tecnologia similar à vacina da gripe, a gente precisa de tempo desses estudos de fase três para evidenciar a eficácia da vacina, assim como foi feito com a CoronaVac", destacou o pesquisador.
    Um dos prédios do Instituto Butantan, em São Paulo
    Um dos prédios do Instituto Butantan, em São Paulo

    Em anúncio realizado hoje (26), o Instituto Butantan e o governo de São Paulo divulgaram que pretendem iniciar os testes com a vacina ButanVac no mês de abril.

    Segundo Doria, o pedido de liberação para o início dos testes será enviado ainda hoje (26) para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

    A expectativa é que a fase dois de testes também comece em abril, com 1,8 mil voluntários. Na fase três, até nove mil pessoas vão participar.

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    Tags:
    João Doria, pandemia, novo coronavírus, COVID-19, vacina, São Paulo, Instituto Butantan
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