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    Coronavírus no Brasil no início de março de 2021 (92)
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    Nesta sexta-feira (5), o Instituto Butantan enviou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma solicitação para testar em humanos um soro anti-COVID-19.

    O anúncio do pedido de autorização foi feito pelo governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), e pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (5). 

    Os estudos clínicos em humanos pretendem avaliar a segurança e a eficácia do possível medicamento, que tem como objetivo amenizar os sintomas da doença nas pessoas. A expectativa do governo paulista é que a autorização seja concedida já na próxima semana.

    Apesar de amenizar sintomas, o soro desenvolvido a partir de plasma de cavalos não tem a capacidade de curar ou prevenir a doença. O estudo de desenvolvimento do possível medicamento é coordenado pelos médicos Esper Kallás e José Medina, da Universidade de São Paulo (USP).

    Profissionais de saúde recebem dose da CoronaVac no Hospital das Clínicas, em São Paulo
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Profissionais de saúde recebem dose da CoronaVac no Hospital das Clínicas, em São Paulo

    O soro usa anticorpos encontrados no plasma do sangue de cavalos que recebem o vírus inativo. A separação dos anticorpos do plasma do animal é feita no Instituto Butantan. Nos estudos em animais o pulmão foi protegido da doença, garantindo o não desenvolvimento da forma fatal da COVID-19.

    Caso a autorização seja concedida, o soro será aplicado em pessoas com a doença e a dose necessária para surtir o efeito será analisada. Os primeiros a receber o soro, em caso de aprovação da Anvisa, serão pacientes transplantados no Hospital do Rim e também pacientes com comorbidades no Hospital das Clínicas.

    Tema:
    Coronavírus no Brasil no início de março de 2021 (92)

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    Tags:
    Brasil, COVID-19, Anvisa, João Doria, São Paulo, Instituto Butantan
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