17:50 28 Setembro 2021
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    O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (11) que "não é hora de criticar general" e que ele era o "chefe supremo das Forças Armadas". 

    A fala foi uma resposta à crítica feita no dia anterior pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao general Eduardo Villas Bôas, que, em abril de 2018, fez declaração pelo Twitter entendida como ameaça velada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que estava prestes a julgar habeas corpus pela soltura do petista. 

    "Eu sou o chefe supremo das Forças Armadas. As Forças Armadas acompanham o que está acontecendo. Não é hora de fazer críticas a general", disse Bolsonaro em transmissão ao vivo pelas redes sociais. 

    Em seguida, o presidente se referiu à ditadura militar, regime ao qual ele demonstra simpatia

    "Nós vivemos um momento de 64 a 85, você pense o que aconteceu nesse período. A verdade incomoda muita gente. Não vou mudar minha maneira de ser, não vou fugir do meu papel", disse Bolsonaro. 

    'Como é fácil impor ditadura'

    O presidente também citou vídeo de reunião ministerial que teve conteúdo revelado por ordem de Celso de Mello, ex-ministro do STF. 

    "Lembram daquele vídeo nosso que vazou, que não era para ter vazado, mas o ministro Celso de Mello falou que tinha que botar para fora, que eu havia interferido para PF? Viram primeiro que não havia interferência nenhuma, e, em dado momento falei, aquilo é espontâneo: como é fácil impor uma ditadura no Brasil. Vou repetir: como é fácil impor uma ditadura no Brasil", reforçou Bolsonaro.

    O presidente afirmou ainda que prevê "um problema sério" no Brasil, mas que não falaria qual é para não "estimular a violência". Segundo ele, a pandemia do coronavírus está sendo usada para "humilhar" o povo e "quebrar a economia".

    "Estou antevendo um problema sério no Brasil, não quero falar que problemas são esses porque não quero que digam que estou estimulando a violência, mas teremos problemas sérios pela frente", afirmou. "Eu tenho como garantir a nossa liberdade, eu sou o garantidor da democracia. Tendo em vista a situação que está acontecendo no Brasil, usam o vírus para que? Para te oprimir, humilhar, para tentar quebrar a economia", acrescentou. 

    'Faço o que vocês quiserem'

    Em outro momento, Bolsonaro disse que seu "Exército é o povo", a quem deve "lealdade absoluta". 

    "O meu Exército, com quem tenho falado o tempo todo, é o povo. Sempre digo que eu devo lealdade absoluta ao povo brasileiro, e esse povo está em toda sociedade, inclusive o Exército fardado. A vocês eu devo lealdade, eu faço o que vocês quiserem, porque essa é minha missão como chefe de estado", disse o presidente.

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    Tags:
    Jair Bolsonaro, ditadura, Celso de Mello, STF, Lula, pandemia, Eduardo Villas Bôas, Exército, Forças Armadas
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