10:29 05 Março 2021
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    Brasil e COVID-19 em meados de fevereiro de 2021 (80)
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    O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta sexta-feira (19) a prefeitos que novo lote de 4,7 milhões de vacinas deve ser usado inteiro na aplicação da primeira dose, ser reserva para segunda.

    Segundo o chefe da pasta, a mudança de estratégia na imunização pode ser adotada pois há garantias de que, agora, novas doses serão produzidas

    No entanto, na quinta-feira (18), o Ministério da Saúde anunciou que precisaria rever a distribuição das vacinas relativas ao mês de fevereiro. A meta era distribuir 11,3 milhões de doses em fevereiro - 9,3 milhões da CoronaVac e dois milhões de da vacina Oxford/AstraZeneca, importadas da Índia. No entanto, o Butantan anunciou que só conseguiria fornecer 2,7 milhões de doses. 

    O instituto afirmou que entregará 3,4 milhões de novas doses a partir da próxima terça-feira (23). No momento, várias cidades brasileiras e algumas capitais estão com o processo de imunização interrompido ou restringido. 

    Na reunião com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Pazuello disse que a chegada de novas doses vai acelerar a partir de agora. Ao reservar todo um lote para a primeira dose, a expectativa é aumentar o ritmo da vacinação no país. 

    "Vamos alterar a estratégia. Vamos mudar o modelo para autorizar a dose única da vacina do Butantan. Com isso, entramos em março com quantitativos melhores. Serão 4,7 milhões de doses e 4,7 milhões de brasileiros vacinados", disse Pazuello, segundo o portal G1. 

    Prioridade para professores

    As 4,7 milhões de doses devem começar a ser distribuídas aos estados na semana que vem. A previsão é de que a entrega seja finalizada no início de março. O lote é composto por 2,7 milhões de doses da CoronaVac, produzidas no Butantan, e mais dois milhões da AstraZeneca/Oxford.

    Pazuello explicou ainda que, em março, serão recebidas 21 milhões de doses do Butantan, o que garantirá a aplicação da segunda dose no tempo recomendado para o caso da CoronaVac. Em relação à vacina de Oxford, o tempo entre a primeira aplicação e a segunda é de três meses. Nos próximos meses, o governo espera receber 18 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela AstraZeneca.

    O ministro da Saúde também cobrou prioridade para vacinar os professores, que seriam imunizados em março. 

    "Vamos fazer uma adaptação no Plano Nacional de Imunizações [PNI] para incluir os professores o mais rápido possível na vacinação, já a partir de março", disse Pazuello. 

    A informação sobre a mudança de estratégia foi confirmada pela Frente Nacional de Prefeitos. A entidade responsabiliza o governo federal pelo atraso na vacinação e pede que a imunização seja acelerada no país.

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    Brasil e COVID-19 em meados de fevereiro de 2021 (80)

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    Tags:
    Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Instituto Butantan, Ministério da Saúde, vacinação, vacina, pandemia, COVID-19, Oxford, Vacina CoronaVac, novo coronavírus
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