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    COVID-19 no Brasil em meados de janeiro de 2021 (97)
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    A eficácia da vacina produzida pela Universidade de Oxford é de 70% já na primeira dose, disse a coordenadora dos ensaios clínicos do imunizante no Brasil, Sue Ann Costa Clemens. 

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando pedido para liberação do uso emergencial da vacina. Segundo o Ministério da Saúde, a imunização no Brasil deve começar na semana que vem com a vacina de Oxford, feita em parceria com o laboratório britânico AstraZeneca. 

    No Brasil, o imunizante será produzido pela Fiocruz, que também colaborou com a realização dos testes no país. Nesta quinta-feira (14), um voo sairá de Campinas com direção a Mumbai, na Índia, para trazer dois milhões de doses prontas da vacina. 

    Em entrevista para o jornal O Globo, Sue Ann recomendou que a aplicação das duas doses seja mais espaçada, o que garantiria maior cobertura em menos tempo. O modelo tem sido usado em outros países que estão vacinando a população com o imunizante de Oxford. 

    "A vacina demonstra uma eficácia de 70% com uma dose, e desde o início nós apostamos que essa era uma vacina de uma dose, para depois darmos apenas um reforço. Nos testes no Reino Unido, demos a segunda dose com um intervalo maior, vacinamos com intervalos de até 12 semanas. Lá, mais de oito mil pessoas entraram no grupo que recebeu a segunda aplicação após mais de oito semanas", disse a cientista. 

    Com 2ª dose, 80% de eficácia

    De acordo com a pesquisadora, estudos mais recentes comprovaram que um intervalo maior entre as doses gera mais segurança. Com a aplicação da segunda, a eficácia atinge mais de 80%. No futuro, Sue Ann espera que o espaço entre as aplicações seja ainda maior. 

    Além da vacina de Oxford, a Anvisa já recebeu o pedido para registro do uso emergencial da CoronaVac. A expectativa do órgão é dar uma resposta no domingo (17). A vacina chinesa tem eficácia geral, que abrange de assintomáticos a casos graves, de 50,4%. Para casos graves, o índice é de 100%. Para casos leves, é de 78%. 

    A CoronaVac também deve ser aplicada com espaçamento maior entre as doses. Nos estudos, a maior parte dos voluntários recebeu as vacinações entre duas semanas. No entanto, foi comprovado que isso pode ocorrer com quatro semanas de diferença. Um intervalo maior pode ajudar o governo a adquirir mais doses da vacina e conseguir imunizar mais pessoas. 

    'O mundo parou por causa disso'

    A vacina de Oxford já foi aprovada para uso em sete países: Reino Unido, Índia, México, Marrocos, Argentina, Equador e El Salvador, com mais de um milhão de doses aplicadas. Em relação à segurança do imunizante, Sue Ann disse que não é preciso ter medo de se vacinar pelo fato da vacina ter sido desenvolvida em tempo recorde. 

    "A quem tem medo: o melhor é olhar os dados, os fatos. Essa vacina já foi registrada em sete países, e um milhão de doses foram aplicadas no mundo, sem eventos adversos inesperados ou sérios. É uma vacina segura, e que pode ajudar, junto a outras vacinas, a tirar o mundo desse caos. Foi desenvolvida rapidamente, mas com toda qualidade, porque o mundo parou por causa disso, tivemos mais espaço, investimento e oportunidade para trabalhar com mais celeridade do que em outras epidemias", defendeu a cientista. 
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    Tags:
    Vacina CoronaVac, Anvisa, Ministério da Saúde, vacina, Fiocruz, Universidade de Oxford, Brasil, COVID-19, pandemia, novo coronavírus
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