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    Coronavírus no Brasil no início de janeiro de 2021 (57)
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    O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou a defender nesta segunda-feira (11) a produção nacional de vacinas contra a COVID-19. Ele fez críticas às condições de negociação para importação de imunizantes produzidos por farmacêuticas estrangeiras.

    Após o aumento de casos da COVID-19 no estado do Amazonas, no Brasil, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, visitou a região para prestar apoio à população. Ao lado do governador Wilson Lima e do prefeito de Manaus, David Almeida, Pazuello anunciou ações de combate ao coronavírus justamente em um momento em que a capital vive um colapso no sistema de saúde e funerário. O plano nacional de imunização foi um dos principais temas do discurso.

    Na entrevista, ele reafirmou que as condições impostas pelos fabricantes de imunizantes contra a COVID-19 não são vantajosas para o governo federal. "O que fica claro é: ou nós produzimos as nossas vacinas, ou nós não vamos vacinar o povo brasileiro", disse. As informações foram confirmadas pelo portal G1.

    Pazuello fez críticas às cláusulas que as empresas Pfizer/BioNTech, e também a Moderna, teriam exigido para assinar contrato com o Ministério da Saúde do Brasil.

    "Todos já sabem das cláusulas da Pfizer. Eu acredito que eu não preciso repetir, mas eu vou ser sucinto: isenção completa de responsabilidade por efeitos colaterais de hoje ao infinito. Simples assim. É a justiça brasileira abrindo mão de qualquer ação judicial sobre a empresa. Simples assim", disse o ministro.

    Ele também afirmou que as quantidades oferecidas pelas farmacêuticas são "pífias" para atender a população brasileira.

    Frasco da vacina da Pfizer/BioNTech contra a COVID-19 em Wolverhampton, Reino Unido, 14 de dezembro de 2020
    © REUTERS / Carl Recine
    Frasco da vacina da Pfizer/BioNTech contra a COVID-19 em Wolverhampton, Reino Unido, 14 de dezembro de 2020

    Segundo ele, "vamos fazer desse jeito mesmo, porque é o que temos. [Eles conseguem entregar] 500 mil em janeiro, 500 mil em fevereiro e um milhão em março, com todas essas cláusulas. Então, ficou difícil para as vacinas importadas. Senhores, esta é a verdade. As vacinas que não são produzidas no Brasil têm quantidades pífias para o nosso país", declarou.

    O ministro ainda disse que o imunizante da farmacêutica norte-americana Moderna é caro e só estaria disponível em outubro. "Essa [vacina] da Moderna também é muito boa, mas ela custa US$ 37 (R$ 202) a dose. Precisa compreender que a da Pfizer custa US$ 3,75 (cerca de R$ 20) a dose. "Tudo bem, deve ser a Ferrari. Eu quero".

    Ao receber a resposta da empresa de que o imunizante estaria disponível apenas em outubro, Pazuello declarou ter ficado surpreso. "Como outubro? Outubro de 2020? De 2021? E quantas? Só 6.000.000 ou 5.000.000?". Segundo ele, a negociação é muito difícil neste caso. "Pagar US$ 37 (R$ 202) por dose, sendo que são necessárias duas doses, e para entregar só em outubro de 2021", disse Pazuello.

    O ministro também falou sobre o andamento de outras vacinas desenvolvidas contra a COVID-19. Segundo ele, o Ministério da Saúde tem acordo para adquirir de duas a quatro milhões de doses do imunizante russo Sputnik V até fevereiro, caso a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) garanta sua segurança e eficácia.

    "A Anvisa está recebendo a documentação que, quando completa, poderá iniciar o processo de análise da Sputnik V. Neste caso, ainda nem começou a fase três de testes no Brasil. Com isso, [o prazo] vai para abril ou maio. No caso da Sputnik, eu só fiz o memorando de entendimento para 50 milhões de doses. Quando andar um pouco mais, eu posso ir para um contrato, se a Anvisa garantir a eficácia e a segurança", concluiu.

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    Tags:
    Pfizer, vacinação, vacina, saúde, Brasil, Brasil, COVID-19
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