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    Coronavírus no Brasil no início de janeiro de 2021 (57)
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    A farmacêutica brasileira União Química informou neste domingo (10) que começará a produzir doses do imunizante Sputnik V na próxima sexta-feira (15) em sua unidade no Distrito Federal, informou o jornal Correio Braziliense.

    De acordo com a publicação, incialmente a produção será destinada para a exportação, para os países da América Latina que já aprovaram o uso do imunizante desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya com apoio do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), como Argentina e Bolívia.

    As doses serão produzidas no Distrito Federal na fábrica Bthek, pertencente à farmacêutica União Química, que é a parceira do RFPI para a produção da Sputnik V no Brasil, e depois será envasada e fracionada na cidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

    Brasil começará produção da Sputnik V em 15 de janeiro.

    No dia 29 de dezembro, a farmacêutica submeteu o pedido para a realização de testes clínicos da fase 3 no Brasil à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que ainda está analisando a solicitação.

    "A agência pediu complementação de informações. Até o momento, não recebemos os dados necessários para continuar a análise", esclareceu a agência reguladora brasileira ao Correio Braziliense.

    A União Química, por sua vez, informou à publicação do Distrito Federal que já enviou o Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) à Anvisa para iniciar a produção do imunizante, e acrescentou que submeterá as informações requisitadas pela agência reguladora para a realização dos testes clínicos ainda nesta semana. A empresa pretende iniciar os estudos da fase 3 assim que o pedido for aprovado.  

    Mais de 1,5 milhão de pessoas já foram vacinadas com a Sputnik V no mundo até este domingo (10), informou o RFPI em uma nota de imprensa enviada à Sputnik Brasil.

    O imunizante já foi aprovado em Argélia, Bielorrússia, Sérvia, Argentina, Bolívia e o processo de aprovação da vacina na União Europeia (UE) já foi iniciado. A Sputnik V foi registrada pelo Ministério da Saúde da Rússia em 11 de agosto de 2020, tornando-se a primeira vacina registrada contra COVID-19 no mundo. De acordo com o Centro Gamaleya, sua eficácia é superior a 91,4%.

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    Coronavírus no Brasil no início de janeiro de 2021 (57)

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    Tags:
    Sputnik V, Brasil, vacinação, COVID-19, indústria farmacêutica
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