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    Coronavírus no Brasil no início de janeiro de 2021 (57)
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    Após a Fiocruz ter anunciado a compra de doses no último domingo (3) para início da vacinação no Brasil, o Instituto Serum, na Índia, que produz a vacina de Oxford/AstraZeneca para países em desenvolvimento, agora diz que não vai permitir a exportação do imunizante.

    Trata-se uma história confusa: no domingo (3), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que compraria vacinas do Instituto Serum, da Índia. Na ocasião do anúncio, a Fiocruz reafirmou, inclusive, que a previsão para o pedido de registro destas vacinas é 15 de janeiro, sendo que o primeiro lote, com 1 milhão de doses, deve ser entregue entre 8 e 12 de fevereiro.

    ​Porém, nesta segunda-feira (4), houve uma reviravolta: o governo indiano afirmou que não vai permitir a exportação da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a COVID-19 produzida na Índia. As informações foram confirmadas pelo portal G1.

    Frascos com adesivo dizendo COVID-19 / Vacina contra coronavírus / Somente injeção e uma seringa perto do logotipo da AstraZeneca, 31 de outubro de 2020
    © REUTERS / Dado Ruvic
    Frascos com adesivo dizendo "COVID-19 / Vacina contra coronavírus / Somente injeção" e uma seringa perto do logotipo da AstraZeneca, 31 de outubro de 2020

    O Instituto Serum, na figura de seu CEO, Adar Poonawalla, anunciou na noite de domingo (3) que as exportações serão barradas até que a população mais vulnerável da Índia seja imunizada. Poonawalla também confirmou que a empresa foi impedida de vender suas doses para organizações privadas.

    Adar Poonawalla, em entrevista para a agência Associated Press (AP), afirmou que as exportações poderão ser feitas apenas depois de garantir 100 milhões de doses para o governo indiano, o que pode atrasar as entregas para outros países em até dois meses.

    "O governo indiano só quer garantir que as pessoas mais vulneráveis ​​do país recebam primeiro – eu endosso e apoio totalmente essa decisão", disse ele.
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    Tags:
    Universidade de Oxford, vacinação, Índia, Fiocruz, Brasil, COVID-19
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