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    Brasil luta contra COVID-19 no final de dezembro (60)
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    O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), anunciou na madrugada deste domingo (20) que assinou um termo de cooperação para compra da CoronaVac, vacina contra a COVID-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

    Em entrevista à Sputnik Brasil, o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, ex-diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), disse que a atitude de Eduardo Paes é uma resposta à falta de atitude do governo federal, mas fez ressalvas à iniciativa do prefeito eleito do Rio de Janeiro.

    "De certa forma, a atitude do prefeito eleito é uma resposta à não atitude do governo federal. Agora, é óbvio, que se todos os prefeitos eleitos tomassem essa medida que ele tomou, o Brasil viraria uma verdadeira balbúrdia com cada prefeito comprando a sua vacina e começando o seu calendário vacinal", afirmou.

    Em sua conta no Twitter, Paes publicou foto ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

    ​Gonzalo Vecina Neto defende que a decisão sobre a vacinação seja tomada em conjunto pela Comissão Intergestores Tripartites (CIT), instância de articulação e pactuação na esfera federal que atua na direção nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), mas que é chefiada e coordenada pelo Ministério da Saúde.

    "Os três níveis de governo [federal, estadual e municipal] tomam uma decisão, o governo federal compra as vacinas, paga as vacinas e distribui aos estados que distribuem aos municípios. É isso que eu espero que aconteça se houver o mínimo de bom senso nos nossos governantes", declarou.
    Agente de saúde recebe doses da vacina chinesa CoronaVac durante testes em São Paulo, 11 de dezembro de 2020
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Agente de saúde recebe doses da vacina chinesa CoronaVac durante testes em São Paulo, 11 de dezembro de 2020

    Perguntado se a parceria anunciada por Eduardo Paes poderia estimular outros prefeitos e governadores a fazerem acordos para aquisição da CoronaVac no Brasil, Vecina Neto disse esperar que "isso não aconteça".

    "O que eu espero é que o Ministério da Saúde tome a frente e seja o gestor do processo de vacinação do Brasil. O Ministério da Saúde, junto com os secretários estaduais e municipais coordenarão a vacinação no Brasil. Qualquer alternativa à isso, apesar de poder beneficiar esta ou aquela população, será desastrosa do ponto de vista do funcionamento do país", afirmou.

    O Instituto Butantan anunciou nesta segunda-feira (21) que foi concluída a terceira e última fase de testes clínicos da vacina CoronaVac e que os resultados serão encaminhados à Anvisa. Integrantes do governo paulista ouvidos pela CNN Brasil disseram que o imunizante da Sinovac possui mais de 90% de eficácia comprovada.

    Segundo Vecina Neto, para assegurar a proteção, a vacina contra a COVID-19 deve possuir uma eficácia mínima de 55% para garantir a chamada imunidade de rebanho da população.

    "A vacina da CoronaVac deve nos dar essa cobertura mínima e isso será muito importante para que a gente consiga tentar voltar a um estado de normalidade", explicou.

    Doria também informou que o estado de São Paulo vai receber até o dia 24 de dezembro a matéria-prima para produzir mais 5,5 milhões de doses da vacina CoronaVac.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

    Tema:
    Brasil luta contra COVID-19 no final de dezembro (60)

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    Tags:
    imunizante, imunização, pandemia, novo coronavírus, Ministério da Saúde, Vacina CoronaVac, vacinação, vacina, COVID-19
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