01:09 01 Março 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    0 61
    Nos siga no

    Exonerada ontem (9) do cargo de coordenadora de comunicação da Polícia Militar do Rio de Janeiro, a tenente-coronel Gabryela Dantas recebeu uma espécie de promoção nesta quinta-feira (10).

    Um dia após ter sido exonerada, Gabryela Dantas assume a partir desta quinta-feira (10) o 23º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento nos bairros do Leblon, Ipanema, Gávea e Jardim Botânico.

    A exoneração de Gabryela Dantas foi uma determinação do governador em exercício do Rio, Cláudio Castro. Tudo começou quando a tenente-coronel apareceu em um vídeo divulgado nas redes sociais da Polícia Militar fazendo críticas a um repórter dos jornais Extra e O Globo.

    "Todos os dias somos questionados e muitas vezes vítimas de acusações. Ainda assim, defendo o diálogo com a imprensa. O debate de ideias é importante, mas é preciso preservar e respeitar ambos os lados", escreveu o governador em uma rede social ao falar sobre a exoneração.

    Segundo informações do portal UOL, o novo coordenador de comunicação da PM será o major Ivan Blaz, que já ocupou o cargo anteriormente.

    Os comentários da tenente-coronel foram feitos depois da publicação de uma matéria que usava dados oficiais da própria corporação para mostrar o aumento do consumo de munição por policiais no batalhão investigado pelas mortes das meninas Emily e Rebeca.

    Viaturas da Polícia Militar do Rio de Janeiro deixam o Batalhão de Choque.
    © Foto / Tomaz Silva/Agência Brasil
    Viaturas da Polícia Militar do Rio de Janeiro deixam o Batalhão de Choque.
    Gabryela Dantas qualificou o trabalho jornalístico como "covarde e inescrupuloso", além de citar o nome do profissional e incentivar o compartilhamento do vídeo. A fala dela provocou uma onda de ataques ao jornalista. Ao exonerar a policial de sua função ontem (9), Castro também exigiu a exclusão do vídeo das redes sociais.

    A Polícia Militar também divulgou uma nota após a exoneração, onde "esclarece que, ao personalizar o descontentamento em um repórter, [a porta-voz] ultrapassou um limite que feriu o equilíbrio de sua atuação. Reconhecemos o valor da liberdade de imprensa".

    O caso que motivou a discórdia

    Policiais do 15º BPM (Duque de Caxias) são investigados pelas mortes das meninas Emily, de quatro anos, e Rebeca Santos, de sete, atingidas por um tiro de fuzil quando brincavam na porta de casa, na última sexta-feira (4). A PM nega que os cinco policiais que estavam de plantão no dia do crime tenham feito disparos. Os fuzis e as pistolas que eles usavam foram apreendidos e enviados para perícia.

    Mais:

    População é 'enganada' ao apoiar flexibilização da posse de armas, diz coronel da reserva da PM
    Grupo de 10 homens armados sequestra trem da Supervia após operação da PM no Rio (FOTO)
    Máfias internacionais 'têm interesse de se instalar no Brasil', avalia ex-coronel da PM
    Tags:
    Leblon, porta-voz, Brasil, polícia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar