07:55 17 Outubro 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    3111
    Nos siga no

    O pedetista defendeu que esta é a melhor solução para derrotar o bolsonarismo e afirmou que, caso consiga esta aliança, será "o próximo presidente do Brasil".

    O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) disse nesta terça-feira (1º) que pretende fazer uma aliança entre a centro-esquerda e a centro-direita do país para as eleições de 2022. Esta aproximação, segundo ele, é necessária para fazer frente a Jair Bolsonaro.

    "O que vou fazer, à luz do dia, na frente de todos, é tentar capturar um pedaço de centro-direita para uma ampla aliança na centro-esquerda. Se eu conseguir isso, vou ser o próximo presidente do Brasil. Se não, eu boto a viola no saco e vou ser um livre pensador", afirmou Ciro Gomes, em entrevista ao UOL.

    Ciro também comentou sobre quem seria o candidato a presidência desta aliança. O ex-ministro afirmou que gostaria de se candidatar, mas que não necessariamente será ele o nome lançado pela eventual chapa: "Eu quero ser, mas não me imponho".

    Na entrevista, Ciro culpou o "lulopetismo" pelo sucesso da campanha de Bolsonaro em 2018 e afirmou que, caso a esquerda não consiga costurar um acordo com "um pedaço do centro" e impedir "sua aliança automática com a direita", terá que continuar engolindo a "impostura" de governos conservadores.

    Após criticar o PT, o pedetista elogiou a campanha de Guilherme Boulos à candidatura de São Paulo e a atuação do PSOL como um todo, que, segundo ele, oferecem uma nova possibilidade para a esquerda no Brasil.

    "São [PSOL e Boulos] uma possibilidade de os jovens serem de esquerda no Brasil sem ter que explicar o Palocci, a Gleisi Hoffmann, essas loucuras que essa burocracia corrompida do PT praticou e querem agora que a nação inteira engula, sem nenhuma autocrítica, essa arrogância, essa prepotência", disse Ciro.
    Luiz Inácio Lula da Silva e Ciro Gomes, em foto de 28 de setembro de 1998
    © AFP 2021 / MARIE HIPPENMEYER
    Luiz Inácio Lula da Silva e Ciro Gomes, em foto de 28 de setembro de 1998

    Ciro ainda comentou brevemente sobre sua reaproximação com o ex-presidente Lula. O pedetista afirmou que, na conversa com Lula, apresentou uma série de críticas ao petista, incluindo a indicação de Michel Temer (MDB) para vice-presidente de Dilma Rousseff (PT).

    À época da conversa entre Ciro e Lula, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que qualquer nova união entre os dois dependeria de "um pedido público de desculpas dele ao Lula e ao PT", referindo-se a Ciro.

    A relação entre os políticos estava estremecida desde as eleições de 2018. Na ocasião, o PT rejeitou a ideia de montar uma chapa liderada por Ciro Gomes. Já no segundo turno, Ciro Gomes não apoiou o candidato petista Fernando Haddad contra Jair Bolsonaro, viajando para a Europa logo após o resultado do primeiro turno do pleito.

    Mais:

    Ciro Gomes e Haddad se unem em pedido de renúncia de Bolsonaro
    'Não pode passar impune': Tabata Amaral deveria sair do PDT, diz Ciro Gomes
    Ciro Gomes pede renúncia de Bolsonaro por política 'genocida' contra COVID-19
    Tags:
    Ciro Gomes, política, eleições, esquerda, direita, Lula
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar