04:15 26 Novembro 2020
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    Conclusão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é sobre dois dos maiores projetos aprovados pela Petrobras durante os governos do PT, o Comperj e a Refinaria Abreu e Lima.

    A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) condenou na terça-feira (3) quatro ex-dirigentes da Petrobras após denúncias sobre investimentos da companhia em projetos investigados pela Operação Lava Jato.

    Também acusados no mesmo processo, a ex-presidente Dilma Rousseff e ministros do seu governo foram absolvidos.

    O parecer da CVM entendeu que apesar da ex-presidente participar do conselho de administração da estatal quando Comperj e a refinaria Abreu e Lima foram aprovadas, não há indícios sobre sua culpa.

    As informações foram confirmadas pela Folha de São Paulo.

    Delator da operação Lava-Jato, o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, foi condenado a multas que somam R$ 1,15 milhão. Além disso, ele não pode assumir uma empresa de capital aberto por 15 anos.

    As condenações proferidas pela CVM são pela aprovação de projetos em troca de vantagens indevidas.

    O colegiado da entidade determinou que Sergio Gabrielli e o ex-diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, também devem ser multados em R$ 150 mil. Já o ex-diretor de Serviços, Renato Duque, foi inabilitado de administrar empresa de capital aberto por 15 anos.

    • Manifestante em protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e em apoio à Operação Lava Jato, em Brasília, 25 de setembro de 2019
      Manifestante em protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e em apoio à Operação Lava Jato, em Brasília, 25 de setembro de 2019
      © AP Photo / Eraldo Peres
    • Manifestação Venha dar adeus a Deltan Dallagnol, em Curitiba (PR), nesta quarta-feira (2). O ato acontece um dia depois que Dallagnol anunciou sua saída da operação Lava Jato, da qual era coordenador
      Manifestação "Venha dar adeus a Deltan Dallagnol", em Curitiba (PR)
      © Folhapress / Eduardo Matysiak
    • Policiais federais durante operação (foto de arquivo)
      Policiais federais durante operação (foto de arquivo)
      © Folhapress / Fotoarena
    • Polícia Federal garante que investigações do núcleo da Lava Jato em Curitiba vão continuar
      Polícia Federal garante que investigações do núcleo da Lava Jato em Curitiba vão continuar
      Tânia Rego/Agência Brasil
    • Eduardo Cunha sendo transferido para Curitiba após prisão preventiva nas investigações da Lava Jato
      Eduardo Cunha sendo transferido para Curitiba após prisão preventiva nas investigações da Lava Jato
      Wilson Dias/ Agência Brasil
    • Procuradores da Força Tarefa da Lava Jato, em coletiva à imprensa.
      Procuradores da Força Tarefa da Lava Jato, em coletiva à imprensa.
      Reprodução
    • Ato em apoio à Lava Jato em 4 de dezembro de 2016
      Ato em apoio à Lava Jato em 4 de dezembro de 2016
      Marcello Casal Jr / Fotos Públicas
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    © AP Photo / Eraldo Peres
    Manifestante em protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e em apoio à Operação Lava Jato, em Brasília, 25 de setembro de 2019
    Relator dos processos na CVM, o diretor Henrique Machado propôs a condenação de todos os diretores da estatal, além de representantes dos conselhos de administração e fiscal na época em que os investimentos foram aprovados. 

    Com isso, formou-se uma lista que incluía, além de Dilma, os ex-ministros Guido Mantega e Antônio Palocci (Fazenda), Silas Rondeau (Minas e Energia) e o ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho.

    A ideia, porém, foi derrotada pelos outros dois diretores que participaram do julgamento, Gustavo Gonzalez e Flávia Perlingeiro.

    Gonzalez e Perlingeiro alegaram que o conselho de administração não tinha como questionar informações sobre os projetos passadas pela diretoria da companhia e que, em determinado momento, chegou a pedir medidas para melhorar a rentabilidade dos projetos.

    Carro de polícia parado na sede da Petrobras, na Avenida Chile, no Rio de Janeiro, no dia 17 de janeiro de 2020
    © Folhapress / Jose Lucena
    Carro de polícia parado na sede da Petrobras, na Avenida Chile, no Rio de Janeiro, no dia 17 de janeiro de 2020

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    Tags:
    Lava Jato, absolvição, denúncia, Comperj, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Petrobrás, Dilma Rousseff
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