08:48 28 Novembro 2020
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    São sete mandatos no Rio de Janeiro e em Niterói contra suspeita de propina na Petrobras envolvendo pouco mais de três bilhões de litros de combustíveis.

    Por determinação da 13ª Vara Federal em Curitiba (PR), a ação da Polícia Federal foca em operações internacionais de querosene e diesel, informou o site G1. Policiais estão nas ruas desde as 6h da manhã desta terça-feira (20).

    A investigação aponta que funcionários e ex-funcionários da Petrobras teriam recebido R$ 12 milhões em negociações envolvendo 3,3 bilhões de litros de combustíveis, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

    Nesta fase, a Lava Jato apura pagamento de propina na área de trading e estas investigações são desdobramentos de outras três fases.

    "Há indícios que, ao longo dos anos, os agentes públicos atuaram para beneficiar empresas estrangeiras em esquemas de corrupção variados, recebendo em contrapartida cifras milionárias a título de propina", afirmou o procurador da República Athayde Ribeiro Costa.

    A PF identificou pelo menos 61 operações suspeitas na compra e venda de combustíveis e realizadas pelos escritórios da Petrobras em Londres, na cidade norte-americana de Houston e em Singapura, entre 2005 e 2015, em uma quantidade total de 3,3 bilhões de litros de combustíveis.

    As investigações da polícia chegaram à fase atual, envolvendo outras seis pessoas no esquema, a partir de informações colhidas na 57ª fase da operação. Elas teriam recebido US$ 31 milhões em propinas, o equivalente a R$ 173 milhões, pagas por empresas estrangeiras.

    Havia também vazamento de informações privilegiadas sobre lances que a empresa apresentaria em concorrências internacionais - 12 delas envolvendo um bilhão de litros - e sobre programação de importações e exportações da Petrobras.

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    Tags:
    13ª Vara Federal em Curitiba, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Lava Jato, petrobras
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