03:54 26 Novembro 2020
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    Pouco depois de ter anunciado que tiraria licença de 90 dias do Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR) ampliou o pedido de afastamento para 121 dias, o que pode levar seu filho a assumir o mandato. 

    Mais cedo, o advogado do parlamentar tinha informado que Rodrigues tiraria licença de 90 dias

    Com o aumento do prazo de afastamento, julgamento que estava previsto para decidir sobre suspensão do senador, marcado para esta quarta-feira (21) no Supremo Tribunal Federal, fica inviabilizado. Além disso, com uma licença superior a 120 dias, o suplente pode assumir o cargo. 

    No caso de Rodrigues, o suplente é Pedro Arthur Ferreira Rodrigues (DEM-RR), filho do parlamentar. 

    Na semana passada, a PF pediu a prisão do parlamentar, o que foi negado pelo STF. Por outro lado, o ministro Luís Roberto Barroso determinou que Rodrigues fosse afastado por 90 dias. Senadores criticaram a decisão. 

    Em resposta, Barroso determinou que o plenário do Supremo analisasse nesta quarta-feira (21) o afastamento de Rodrigues. 

    Rodrigues nega acusações

    O senador foi flagrado pela Polícia Federal com R$ 33.150 na cueca durante ação de busca e apreensão em Boa Vista, em operação que investiga desvio de verbas destinadas pelo governo para combater a pandemia do coronavírus. 

    Chico Rodrigues nega as acusações e diz que a quantia encontrada em seu apartamento era para pagar funcionários. Após a operação, alguns partidos protocolaram representação no Conselho de Ética no Senado pedindo a cassação do mandato de parlamentar. 

    No entanto, um grupo de senadores, incluindo o presidente do Conselho de Ética, Jayme Campos (DEM-MT), conseguiu chegar a um acordo com Rodrigues para que ele pedisse licença. 

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    Tags:
    Luís Roberto Barroso, STF, corrupção, Polícia Federal, senador, Senado
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