23:35 30 Outubro 2020
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    O governo do presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta terça-feira (25) o programa social Casa Verde Amarela, que visa facilitar o acesso à habitação para os mais pobres e regularizar dois milhões de habitações em meio à pandemia da COVID-19.

    Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Regional informou que um dos objetivos do programa é "regularizar dois milhões de casas e promover melhorias em outras 400 mil até 2024".

    Estima-se que cerca de 40% dos 70 milhões de domicílios no Brasil não tenham escritura pública, então o programa pretende diminuir esse percentual em todo o país.

    O programa do governo Bolsonaro também visa facilitar o financiamento da compra de uma casa própria para famílias de baixa renda, com taxas de juros mais baixas, e que deve beneficiar 1,6 milhão de famílias.

    Além disso, o governo destinará R$ 2,4 bilhões do Orçamento para a conclusão das obras em 185 mil moradias já iniciadas. Segundo o Executivo brasileiro, essas obras vão gerar mais de 2,3 milhões de empregos até 2024, entre diretos, indiretos e induzidos.

    Presidente da República Jair Bolsonaro posa para fotografia no canal de transposição do Rio São Francisco
    © Foto / Agência Brasil / Alan Santos / PR
    Presidente da República Jair Bolsonaro posa para fotografia no canal de transposição do Rio São Francisco

    "Com essas alterações, queremos estimular novas contratações no Norte e Nordeste, que têm os maiores déficits habitacionais no país. Essas taxas diferenciadas buscam reduzir as desigualdades regionais, que é uma das principais missões do [ministério]", ponderou o ministro Rogério Marinho.

    O programa Casa Verde Amarela é uma reformulação do programa social Minha Casa, Minha Vida, lançado em 2009 durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    O anúncio do governo surge no momento em que as agendas oficiais do presidente se focam em estados da região Nordeste, conhecido reduto do eleitorado petista, faltando menos de dois anos para as eleições presidenciais de 2022, e enquanto o Brasil não vê um arrefecimento da COVID-19, que já tirou a vida de mais de 115 mil brasileiros e infectou mais de 3,6 milhões.

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    Tags:
    Luiz Inácio Lula da Silva, pobreza, habitação, déficit habitacional, Rogério Marinho, casa, Jair Bolsonaro, Norte, Nordeste, Brasil
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