09:42 10 Agosto 2020
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    O ex-ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro defendeu a Lava Jato ao responder a críticas feitas pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, à atuação da operação. 

    Ao participar de debate virtual promovido por grupo de advogados, Aras disse na terça-feira (28) que era preciso "corrigir rumos" para que o "lavajatismo" não perdurasse, sendo substituído por outro modelo de combate à criminalidade. O procurador afirmou ainda, segundo o portal G1, que a "correção de rumos não significa redução do empenho no combate à corrupção".

    Nesta quarta-feira (29), por meio do Twitter, Moro disse que a operação Lava Jato "sempre foi transparente" e desconhecia "segredos ilícitos" cometidos durante sua atuação. O ex-ministro foi juiz da operação em Curitiba. 

    ​No evento com o grupo de advogados, Aras afirmou ainda que os procuradores de Curitiba possuem em seus arquivos uma grande quantidade de dados armazenados em segredo, maior do que de todo o Ministério Público Federal e com informações sobre 38 mil pessoas, sem ninguém saber os "critérios".

    'MPF do B'

    O procurador disse que existia um "MPF do B", com 50 mil documentos guardados "invisíveis à corregedoria-geral" do Ministério Público Federal. 

    A Procuradoria-Geral da República e os procuradores da força-tarefa vivem uma crise, deflagrada por visita da subprocuradora Lindôra Araújo, da PGR, à Lava Jato do Paraná, em junho. A Lava Jato acusa a Procuradoria de interferência no trabalho da operação, enquanto a PGR afirma que a Lava Jato não é um órgão autônomo e deve prestar contas de sua atuação. 

    No ano passado, diálogos entre Moro e procuradores da Lava Jato, publicados pelo site The Intercept e outros veículos, sugerem condutas impróprias por parte do ex-juiz e de membros da força-tarefa. 

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    Tags:
    MPF, PGR, crise, corrupção, força-tarefa, Lava Jato, Augusto Aras, Sergio Moro
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