04:00 04 Agosto 2020
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    Pandemia do coronavírus no Brasil no início de julho (50)
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     A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta sexta-feira (3) que países como o Brasil, ao abrir economia, ignoram o que os números da COVID-19 dizem, mas elogiou o sistema de saúde do país. 

    "As pessoas precisam acordar. Os dados não estão mentindo. A situação no terreno não está mentindo", afirmou Mike Ryan, diretor especialista em emergências da entidade, em coletiva de imprensa realizada em Genebra, segundo a agência AFP.

    Ao ser perguntado sobre a situação em nações como Brasil e México, que estão flexibilizando as medidas de quarentena, apesar do número de casos e mortes continuarem altos, ele disse que "muitos países estão ignorando o que os dados estão dizendo". 

    O diretor da OMS afirmou ainda que a curva da enfermidade no Brasil "estabilizou", o que significa dizer que não está aumentando tão rápido, mas "ainda está crescendo". 

    'Problema não irá embora de forma mágica'

    Além disso, ele frisou que, apesar do país está "lutando com um grande número de casos por um longo período de tempo", os hospitais brasileiros e unidades de tratamento não tinham colapsado. 

    "Nós queremos vê-los intensificar os esforços e queremos ver mais progressos", disse Ryan, "mas também devemos dar os créditos ao sistema de saúde no Brasil por sua capacidade de lidar com o que tem sido uma longa batalha contra esse vírus". 

    De acordo com Ryan, é "compreensível" o desejo de reabrir a economia e relaxar o distanciamento social, mas "você também não pode ignorar o problema" causado pelo coronavírus. "O problema não irá embora de forma mágica", acrescentou. 

    Ryan disse ainda que "nunca é tarde demais em uma epidemia para tomar o controle" da situação. Segundo o diretor da OMS, os países onde os números de casos da COVID-19 ainda são altos não precisam necessariamente adotar um lockdown em todo território. 

    Medidas rígidas são inevitáveis

    Em locais com baixas taxas de transmissão do vírus, ele sugeriu medidas como distanciamento social, lavar as mãos, testagem para a doença, isolamento de casos e rastreamento de contatos. Além disso, a OMS recomendou, mais uma vez, o uso de máscaras para conter a disseminação da doença.

    Porém, em áreas com alta transmissão do coronavírus, medidas rígidas são inevitáveis, afirmou Ryan. 

    "Se os países continuarem com a abertura sem a capacidade de lidar com o provável número de casos, você acabará no pior cenário", alertou. "Se os sistemas de saúde pararem de lidar com a situação, mais pessoas irão morrer", complementou.  

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    Pandemia do coronavírus no Brasil no início de julho (50)

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    Tags:
    SUS, casos, saúde, lockdown, quarentena, OMS, Brasil, epidemia, pandemia, COVID-19, novo coronavírus
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