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    Em votação antecipada, o ministro Luiz Fux foi eleito novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (25), por 10 votos a um, e assumirá cargo em setembro. 

    Ele substituirá Dias Toffoli, que assumiu o posto em 2018. Os mandatos da presidência do Supremo são de dois anos. 

    A votação foi apenas protocolar, pois o STF adota um sistema de rodízio, baseado no critério de antiguidade, para designar o presidente da casa.

    O único voto contrário foi do próprio Fux, seguindo a tradição do escolhido da vez para assumir a presidência votar em seu vice, que neste caso foi a ministra Rosa Weber. 

    A escolha geralmente é feita em agosto, mas foi adiantada em razão da epidemia da COVID-19 no Brasil. 

    Fux foi nomeado por Dilma

    Nascido no Rio de Janeiro, em 1953, Fux completou 67 anos em abril. Ele foi nomeado para o Supremo em 2011, pela então presidente Dilma Rousseff, no lugar de Eros Graus, que se aposentou. 

    Antes de assumir o cargo, ele foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por 10 anos. Especialista na área cível, Fux é professor livre docente da área e coordenou grupo de trabalho do Congresso que formulou o novo Código de Processo Civil, sancionado em 2015.

    Formado em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 1976, exerceu a advocacia por dois anos, foi promotor de Justiça por mais três anos, até ingressar na magistratura em 1983, como juiz estadual.

    Na área eleitoral, Fux se projetou no STF como defensor da aplicação rígida da Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2010. Em 2018, atuou como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), substituindo o ministro Gilmar Mendes.

    'In Fux we trust'

    Luiz Fux foi citado em um diálogo divulgado pelo site The Intercept e a Rádio Bandeirantes entre o promotor Deltan Dallagnol e o então juiz da Lava Jato Sergio Moro. 

    Na conversa vazada, que ocorreu por meio de um aplicativo de mensagens, em 2016, Moro afirmou para Dallagnol: "In Fux e trust" (Em Fux nós confiamos). O comentário sinalizaria o apoio de Fux à Lava Jato, especificamente no caso do grampo telefônico de conversa entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. 

    Um mês antes, Moro tinha divulgado os áudios do diálogo, grampeados após o prazo legal para as interceptações expirar, o que fez o ex-ministro da Justiça ser cobrado a dar explicações pelo STF. Além disso, a divulgação da conversa foi questionada por envolver a então presidente.

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    Deltan Dallagnol, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Sergio Moro, Lava Jato, justiça, Luiz Fux, Dias Toffoli, Rosa Weber, STF, TSE
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