00:21 28 Novembro 2020
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    0 1429
    Nos siga no

    O ministro da Educação, Abraham Weintraub, terá que prestar explicações ao Senado Federal, que aprovou nesta segunda-feira (25) a sua convocação para explicar as falas durante a reunião ministerial de 22 abril, cujo vídeo foi tornado público na última sexta-feira (22).

    Na sua participação no encontro com ministros e o presidente Jair Bolsonaro, Weintraub chamou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de "vagabundos", afirmando que queria prendê-los. O ministro declarou ainda que odeia os termos "povos indígenas" e "povo cigano" e classificou Brasília como "uma porcaria", "um cancro de corrupção, de privilégio".

    Os senadores aprovaram a convocação com base nestas três falas, e o comparecimento é obrigatório, com base na Constituição Federal. Se não comparecer, Weintraub pode responder por crime de responsabilidade. A data ainda será definida entre o Senado e o ministério.

    Segundo o requerimento da convocação, de autoria da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), Weintraub "atentou contra a dignidade dos integrantes da mais alta Corte do Judiciário brasileiro, agrediu a Capital da República e desprezou os povos indígenas, cuja integridade e cultura devem ser preservadas por preceito constitucional".

    O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação Abraham Weintraub
    © AP Photo / Eraldo Peres
    O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação Abraham Weintraub

    O vídeo foi tornado público por ordem do ministro Celso de Mello, do STF, que é o responsável pelo inquérito que apura a suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal (PF), denunciada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

    O possível crime de injúria já foi levado ao conhecimento dos demais ministros do Supremo, que poderão ou não processar Weintraub pela sua fala.

    Weintraub também é alvo de requerimento semelhante na Câmara dos Deputados. Quem também está no radar das duas Casas do Congresso Nacional é o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que usou a reunião ministerial para expor a "oportunidade" que a COVID-19 estaria dando para o governo "ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas".

    Mais:

    Educação no Brasil vive na era Bolsonaro um 'período de trevas', afirma especialista
    Enem será adiado 'de 30 a 60 dias', decide Ministério da Educação
    Erro no Enem é a crise mais aguda da educação brasileira nos últimos 50 anos, diz especialista
    Tags:
    Sergio Moro, COVID-19, Celso de Mello, crime de responsabilidade, Supremo Tribunal Federal (STF), Senado, Ministério da Educação, educação, Ricardo Salles, Jair Bolsonaro, Abraham Weintraub, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar