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    COVID-19 no Brasil no início de abril de 2020 (99)
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    O Brasil registrou 60 mortes pelo novo coronavírus entre quinta-feira e sexta-feira, elevando o número total de mortes para 359, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira.

    O secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, informou em entrevista coletiva que existem "9.056 casos confirmados, 359 mortes e uma taxa de mortalidade de 4%".

    No boletim anterior, divulgado em 2 de abril, havia 7.910 casos confirmados, 299 mortes e uma fatalidade de 3,5%.

    Por regiões, a que mais concentra mais casos confirmados é o sudeste (5.658). Na sequência estão nordeste (1.399); sul (978); centro-oeste (594) e norte (427).

    O estado de São Paulo continua sendo o mais afetado, com 219 óbitos e 4.048 casos confirmados, seguido pelo estado do Rio de Janeiro, com 41 óbitos e 992 infectados.

    Em terceiro lugar está o estado do Ceará, com 20 mortes e 550 infectados, o que preocupa as autoridades de saúde, porque poderia ser um terceiro foco, sendo na região nordeste, longe do principal centro atual localizado no sudeste brasileiro.

    Profissional de saúde checa temperatura de motorista em busca de sintomas da COVID-19 em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo no dia 30 de março.
    © AP Photo / André Penner
    Profissional de saúde checa temperatura de motorista em busca de sintomas da COVID-19 em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo no dia 30 de março.

    Em uma 'guerra fria' com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, explicou que, além desses pontos sensíveis, a situação no estado do Amazonas também é preocupante, que já registrou três mortes e 229 casos confirmados.

    Mandetta lembrou que o Amazonas abriga o maior número de populações indígenas no Brasil e que o impacto do vírus nessas comunidades pode ser especialmente letal devido às diferenças no sistema imunológico dos povos nativos (o primeiro caso em uma mulher indígena foi confirmado nesta semana).

    O ministro também pediu para a população continuar com as medidas de isolamento social para "economizar tempo", para que o sistema de saúde esteja mais preparado quando chegar o pico mais virulento da curva de casos.

    Ele ainda revelou que um plano de ação será apresentado nos próximos dias, especificamente voltado para favelas e bairros com maior adensamento.

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    COVID-19 no Brasil no início de abril de 2020 (99)

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    Tags:
    Ceará, Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, saúde, Jair Bolsonaro, novo coronavírus, COVID-19, Ministério da Saúde, Brasil
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