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    O desmatamento na Amazônia atingiu 9.762 km² entre o início de agosto do ano passado e o final de julho deste ano, taxa mais alta desde 2008, quando a região teve 12.911 km² de área desmatada.

    Esse índice de devastação representou um aumento de 29,5% em relação ao período anterior, entre meados de 2017 e meados de 2018, quando o desmatamento atingiu 7.536 km². Esse foi o maior salto percentual dos últimos 22 anos, conforme dados preliminares do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apresentados nesta segunda-feira (18).  

    De acordo com a tendência de aumento que vinha sendo registrada desde 2012, a expectativa era de que a devastação na Amazônia ficasse em torno de 8.278 km², mas a taxa deste ano acabou atingindo cerca de 1.500 km² acima do esperado para o período, em meio a inúmeras polêmicas causadas por impactantes imagens de incêndios na região e campanhas em defesa da Amazônia. 

    O levantamento do Prodes é a principal referência no monitoramento dos desmatamentos no Brasil, com precisão de 95%. As taxas apresentadas em caráter preliminar deverão ser revisadas e consolidadas pelo Inpe na primeira metade do próximo ano.

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    Tags:
    2019, meio ambiente, incêndios, Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), Inpe, desmatamento, queimadas, Amazônia, Brasil
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