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    FMI rebaixa previsão de crescimento do Brasil em 2020 de 2,4% para 2%

    ©Juca Varella/Folhapress
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    O Fundo Monetário Internacional (FMI) rebaixou a previsão de crescimento da economia brasileira em 2020 de 2,4% para 2%, embora tenha aumentado a projeção de alta deste ano de 0,8% para 0,9%. 

    Os números fazem parte do relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta terça-feira (15). A entidade costuma divulgar o documento sobre a economia global e os países em abril e outubro, com uma atualização em julho. As projeções de agora são revisões dos dados de julho. Em abril, a previsão de alta da economia brasileira era de 2,1%. 

    De acordo com o FMI, a Reforma da Previdência é um fator positivo para estimular a economia, mas o órgão aponta a existência de desequilíbrios fiscais no país que prejudicam sua recuperação. O Fundo ressaltou que o Brasil precisa de uma "ambiciosa agenda de reformas".

    A economista-chefe da instituição, Gita Gopinath, afirmou em coletiva de imprensa que o Brasil demonstrou progresso com a reforma da Previdência, mas seu nível de dívida continua elevado.

    "É preciso fazer mais. Esperamos que a situação melhore caso a incerteza sobre as políticas continue diminuindo, e mais reformas prosperem", disse ela, segundo publicado pela agência AP. 

    Cenário ruim do Brasil refletirá na América Latina

    A perspectiva ruim para o país vai prejudicar toda a América Latina, segundo o FMI. A projeção para o crescimento da região e do Caribe é de apenas 0,2% em 2019, uma drástica redução em relação ao 1,4% previsto em abril. A estimativa é parecida com a do Banco Mundial, que na semana passada previu crescimento nulo para a América Latina. 

    Também contribuem para o cenário o baixo crescimento do México, a crise na Argentina e a recessão na Venezuela, que terá uma contração de cerca de um terço de seu Produto Interno Bruto (PIB). Para 2020, a previsão é de que a economia latino-americana cresça 1,8%. Em 2018, a expansão foi de 1%.

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    Tags:
    Reforma da Previdência, Previdência Social, recessão, economia, FMI, Venezuela, México, Argentina, Brasil
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