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    O complexo de Yongbyon, situado a 100 quilômetros ao norte de Pyongyang, é a maior e mais conhecida instalação nuclear do país asiático, responsável pela produção do material físsil usado em seis testes nucleares.

    O programa nuclear da Coreia do Norte está progredindo "a todo vapor", disse Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), durante discurso em uma reunião anual dos Estados-membros da AIEA.

    "Na República Popular Democrática da Coreia [RPDC], [o] programa nuclear segue a todo vapor com trabalhos de separação de plutônio, enriquecimento de urânio e outras atividades", relatou Grossi nesta segunda-feira (20), citado pela agência Reuters.

    Com base em imagens de satélite, a AIEA declarou em seu relatório anual de agosto, divulgado nesta -segunda-feira (20) que um reator de cinco megawatts no complexo nuclear de Yongbyon foi colocado de volta em operação no início de julho, após aparentemente estar ocioso desde dezembro de 2018, e que há uma série de indicadores "profundamente preocupantes".

    Nas últimas semanas, diferentes mídias relataram a continuidade da construção do complexo nuclear de Yongbyon, com o trabalho atribuído à aparente expansão de uma planta de enriquecimento de urânio dentro da instalação.

    O complexo de Yongbyon, situado a 100 quilômetros ao norte de Pyongyang, é a maior e mais conhecida instalação nuclear do país, responsável pela produção do material físsil usado em seis testes nucleares, segundo o jornal sul-coreano JoongAng Daily.

    Pessoas veem a TV mostrando uma imagem do satélite do Centro Nuclear Yongbyon, Seul, Coreia do Sul, 30 de agosto de 2021
    © AP Photo / Ahn Young-joon
    Pessoas veem a TV mostrando uma imagem do satélite do Centro Nuclear Yongbyon, Seul, Coreia do Sul, 30 de agosto de 2021

    Imagens de satélite

    Desde que Pyongyang expulsou os inspetores da AIEA em 2009, a agência tem dependido principalmente de imagens de satélite e das chamadas "informações de código aberto" em seus relatórios sobre a Coreia do Norte.

    Em relatório para o conselho de diretores da AIEA na semana passada, Grossi disse que a agência monitorou as atividades no complexo nuclear de Yongbyon de meados de fevereiro ao início de julho. Embora a instalação de enriquecimento por centrifugação parecesse não estar operacional durante a confecção do relatório de agosto da agência, Grossi teria dito que as unidades de resfriamento da instalação já haviam sido removidas.

    A AIEA observou ainda sinais de atividades de construção em andamento em um reator de água leve sendo construído no complexo nuclear de Kangson, fora de Pyongyang.

    Embora a Coreia do Norte ainda não tenha feito comentários sobre o novo relatório, no ano passado rotulou a AIEA de "uma marionete dançando ao som das forças hostis contra a RPDC" e descartou um relatório anterior como "completamente impregnado de suposições e fabricações".

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    Tags:
    Coreia do Norte, ameaça nuclear, teste nuclear, risco nuclear, usina nuclear, Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, Pyongyang
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