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    Ao menos 72 pessoas morreram e 158 foram feridas após explosões perto do aeroporto de Cabul na quinta-feira (26), Afeganistão, informa mídia.

    Após duas grandes explosões que ocorreram na entrada do aeroporto de Cabul, correspondentes da Sputnik e da RT, assim como várias testemunhas no Twitter, relataram mais umas explosões fortes em Cabul. O número de explosões na cidade somou então um total de seis.

    Entretanto, a última teria sido uma explosão controlada, segundo confirmou mais tarde um representante oficial do Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) Zabihullah Mujahid.

    "Estas explosões foram realizadas pelas forças dos EUA no território do aeroporto de Cabul para destruir seus pertences", disse.

    Daesh assume responsabilidade, diz mídia

    Horas após os dois ataques no aeroporto, a agência Reuters, citando uma declaração do grupo, informou que o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) assumiu a responsabilidade pelos ataques. Segundo informações preliminares, a primeira explosão foi realizada por um homem-bomba e o segundo ataque foi provocado pela explosão em um carro.

    Mais tarde, Kenneth McKenzie, que dirige o Comando Central (CENTCOM, na sigla em inglês) norte-americano, informou em um briefing que os militares norte-americanos sabem que um dos homem-bomba, que poderia ser o terrorista que provocou a explosão perto do hotel Baron, explodiu no portão Abbey do aeroporto de Cabul.

    Ataques matam militares dos EUA

    McKenzie relatou no briefing de imprensa que ao menos 12 militares dos EUA morreram e 15 ficaram feridos após as explosões de Cabul nesta quinta-feira (26).

    A agência britânica Reuters indicou ainda que o número de civis mortos não podia ser determinado, mas que os vídeos publicados por jornalistas afegãos mostravam dezenas de cadáveres, que faziam parte de multidões fora do aeroporto.

    Mais tarde, a emissora Al Arabiya confirmou, citando funcionários do Afeganistão, que ao menos 72 pessoas morreram, e outras 158 foram feridas devido aos ataques em Cabul.

    O diretor do CENTCOM detalhou que 5.000 pessoas estão ainda aguardando evacuação na pista do aeroporto, e que ainda há 1.000 cidadãos dos EUA no Afeganistão, sendo que alguns preferiram ficar no país. Por sua vez, o Departamento de Estado norte-americano informou que dois terços desse último grupo estão dando passos para deixar o Afeganistão.

    Explosões na entrada do aeroporto

    Duas explosões ocorreram fora do aeroporto de Cabul nesta quinta-feira (26), uma delas perto do Hotel Baron, onde se reuniam estrangeiros, escreve mídia. A primeira explosão teria sido realizada por um bombista suicida, seguida por um ataque com um carro-bomba.

    Lloyd Austin, diretor do Departamento de Defesa dos EUA, advertiu que Washington não planeja alterar o prazo de saída de terça-feira (31), apesar das explosões que ocorreram no aeroporto de Cabul, e que os norte-americanos e o Talibã partilham esse objetivo. Ele também prometeu retaliar contra o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) pelos ataques em Cabul, depois que o grupo militante assumiu responsabilidade por eles.

    McKenzie afirmou estar convencido que o Talibã não deixaria esses ataques ocorrerem.

    Austin revelou ainda que Washington partilha informação de ameaças terroristas com o Talibã, e segundo o alto responsável, essa cooperação já evitou alguns ataques.

    Talibã controlando o país

    O caos tem se instalado no Afeganistão depois que as forças dos EUA e da OTAN começaram a sair do país, levando a vitórias rápidas do Talibã em quase todo o país, incluindo a capital Cabul.

    O grupo militante não assumiu responsabilidade pelos ataques junto do aeroporto de Cabul, com Zabihullah Mujahid, representante do Talibã, afirmando à Sputnik que os militantes permitirão a saída de civis depois da terça-feira (31), e que não controlam o aeroporto. Ao mesmo tempo, o porta-voz responsabilizou os EUA e seus aliados pelos ataques suicidas, pois criaram "esta desordem", diz, e exigindo a retirada dos militares da OTAN até esse prazo.

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    Tags:
    Afeganistão, EUA, Sputnik, Talibã, The Wall Street Journal, Wall Street Journal, Pentágono, Cabul
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