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    ONG de direitos humanos denunciou o assassinato em julho de nove homens de etnia hazara por combatentes do Talibã, dizendo que se trata de "um indicador assustador do que poderia acontecer sob um governo talibã".

    A Anistia Internacional condenou na quinta-feira (19) o que diz ser um "massacre brutal" perpetrado pelo grupo Talibã (organização terrorista, proibida na Rússia e em vários outros países) em julho.

    Nove homens da etnia hazara foram mortos na província de Ghazni pelo grupo islamista. Seis foram assassinados a tiros e três morreram após torturas. Um desses últimos teria sido estrangulado com seu próprio lenço e tido seus músculos dos braços cortados, detalha a Anistia Internacional.

    Segundo testemunhas que contaram o sucedido à ONG, o massacre ocorreu entre 4 e 6 julho, depois que o Talibã tomou controle de Ghazni.

    "A brutalidade e a frieza dessas mortes faz lembrar o histórico do Talibã, e é um indicador assustador do que poderia acontecer sob um governo talibã", advertiu Agnès Callamard, secretária-geral da Anistia Internacional, acrescentando que provavelmente são responsáveis por um número de mortes muito maior, e que tais "assassinatos direcionados" provam que as minorias étnicas e religiosas estão em especial risco atualmente no Afeganistão.

    Como tal, a Anistia Internacional exortou o Conselho de Segurança da ONU a adotar "uma resolução de emergência" exigindo que o grupo militante "garanta a segurança de todos os afegãos, independentemente de sua etnia e crenças religiosas".

    A ONG também instou à criação de um mecanismo robusto para "documentar, coletar e preservar provas de crimes e abusos dos direitos humanos em curso em todo o Afeganistão", em meio ao que refere ser um bloqueio de informação provocado pelo corte das comunicações de celulares pelo Talibã em muitas áreas. O grupo estaria controlando quais fotografias e vídeos são compartilhados a partir dessas regiões.

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    Tags:
    Afeganistão, Talibã, Anistia Internacional, Conselho de Segurança, Conselho de Segurança da ONU, ONU, Ghazni
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