21:38 22 Abril 2021
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    Mais de 500 civis, incluindo estudantes e adolescentes, foram mortos pelas forças de segurança de Mianmar desde o golpe militar, em 1º de fevereiro, afirmou a ONG Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos.

    "Confirmamos 510 mortes", afirmou a ONG, ressaltando que o saldo é "provavelmente muito maior", de acordo com publicação do Estadão. Centenas de pessoas detidas ao longo dos últimos dois meses estão desaparecidas.

    Apenas no último sábado (27), mais de cem pessoas foram mortas pelas forças de segurança. Entre elas, havia três menores de idade.

    Na ocasião, manifestantes contrários ao novo regime foram às ruas no mesmo dia em que os militares realizaram um desfile, na capital Naypyidaw, para celebrar o Dia das Forças Armadas.

    Manifestantes se reúnem atrás de barricadas durante um protesto contra o golpe militar em Mianmar, na cidade de Mandalay, em 22 de março de 2021
    © REUTERS / Stringer
    Manifestantes se reúnem atrás de barricadas durante um protesto contra o golpe militar em Mianmar, na cidade de Mandalay, em 22 de março de 2021

    Segundo a mídia local, grande parte das mortes de sábado (27) ocorreu em Rangum, a maior cidade do país. Ao menos outras seis regiões registraram protestos com vítimas.

    Na véspera, militares usaram rádios e televisões estatais para tentar inibir os atos. Ainda de acordo com a mídia do país, eles ameaçaram atirar "nas costas e na cabeça" de quem se manifestasse contra o regime durante as homenagens às Forças Armadas.

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    Tags:
    manifestações, protestos, segurança, Ásia, militares, golpe militar, Mianmar
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