05:10 01 Março 2021
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    170
    Nos siga no

    Com blindados nas ruas, as forças de segurança de Mianmar reprimiram com brutalidade manifestações contra o golpe militar no país nesta segunda-feira (15).

    Mais de mil manifestantes se reuniram em frente ao Banco Econômico de Mianmar em Mandalay, a segunda cidade mais populosa do país. Pelo menos dez caminhões com soldados e policiais chegaram e imediatamente começaram a disparar contra os manifestantes, de acordo com um fotógrafo presente.

    Forças militares de Mianmar botaram blindados nas ruas para reprimir manifestações em Yangon, no dia 14 de fevereiro de 2021.
    © AFP 2021 / Sai Aung Main
    Forças militares de Mianmar botaram blindados nas ruas para reprimir manifestações no país

    Os soldados e policiais usaram porretes e balas de borracha contra a multidão. Fotos nas redes sociais mostram manifestantes feridos.

    A repressão começou em Mandalay. Os soldados atiraram, espancaram e prenderam manifestantes pacíficos.

    Em Naypyidaw, a capital do país, manifestantes se reuniram em frente a uma delegacia de polícia para exigir a libertação de estudantes do ensino médio que foram detidos por participarem de atividades contra o golpe.

    Manifestantes em Yangon protestam contra o governo militar de Mianmar, no dia 15 de fevereiro de 2021.
    © REUTERS / Stringer
    Manifestantes em Yangon protestam contra o governo militar de Mianmar

    Um aluno que conseguiu escapar disse a repórteres que os estudantes, com idades entre 13 e 16 anos, estavam manifestando de maneira pacífica quando a polícia de choque chegou e começou a prendê-los repentinamente. Não se sabe exatamente quantos alunos foram detidos, mas de acordo com as estimativas, são entre 20 e 40.

    Evidência de como a junta militar usa arma de ar comprimido para atirar em civis que apenas estavam em casa. Atiram em pessoas que não estão protestando. Onde está a justiça? Banco Econômico de Mianmar, Mandalay.

    Horas antes, os governantes militares prorrogaram a detenção da líder deposta Aung San Suu Kyi, cuja prisão foi originalmente decretada até esta segunda-feira (15). A libertação de Suu Kyi é uma das principais exigências das multidões que continuam a protestar contra o golpe militar de 1º de fevereiro.

    Suu Kyi está agora detida até 17 de fevereiro, quando provavelmente aparecerá no tribunal por videoconferência, de acordo com Khin Maung Zaw, um advogado que a representa a pedido de seu partido. A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz continua em prisão domiciliar, acusada de contravenção por utilizar aparelhos de rádio importados não registrados.

    Mais:

    Conselheiro de Suu Kyi, em Mianmar, é detido dias após golpe militar
    Milhares vão às ruas de Mianmar em protesto contra o golpe militar no país (FOTOS, VÍDEOS)
    Biden anuncia sanções dos EUA contra líderes militares de Mianmar
    Rússia diz ser contra tentativas de 'fazer barulho' em torno da situação em Mianmar
    Tags:
    manifestação, blindados, Yangon, protestos, golpe, junta militar, Exército de Mianmar, Mianmar
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar