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    JL-3 é o míssil balístico intercontinental lançado de submarino mais avançado da China, espera-se que em 2025 a arma seja totalmente integrada aos submarinos chineses de próxima geração, no entanto, Pequim nem sequer confirmou oficialmente se o míssil está em desenvolvimento.

    De acordo com o relatório, a arma tem um alcance muito maior do que as versões anteriores e poderia colocar o território continental dos EUA dentro do alcance do Exército de Libertação Popular da China (ELP).

    Os mísseis são elementos fundamentais na capacidade do ELP para responder a um ataque, opinam especialistas.

    Quando o JL-3 estiver instalado e operando em submarinos chineses, deverá ser capaz de lançar múltiplas ogivas, incluindo nucleares, e terá um alcance superior a dez mil quilômetros.

    A esta conclusão, chegou o Centro Nacional de Inteligência Aérea e Espacial (Nasic, na sigla em inglês) da Força Aérea dos EUA em seu relatório sobre a ameaça de mísseis balísticos e de cruzeiro, divulgado este mês. No documento, o Centro escreve que a China estava desenvolvendo e testando mísseis de ataque ofensivos e aprimorando outros existentes.

    "No final de novembro de 2018, a China testou no mar de Bohai o novo [míssil balístico submarino] JL-3 [...]. O JL-3 tem um alcance maior do que o JL-2", lê-se no relatório que se refere à versão anterior do míssil.

    Submarino chinês (foto de arquivo)
    © AP Photo / Guang Niu
    Submarino chinês (foto de arquivo)

    Espera-se que nos próximos cinco anos o número de ogivas nucleares em mísseis chineses capazes de ameaçar os EUA aumente para mais de 100.

    Porém, mesmo com um alcance aumentado em comparação à versão anterior do míssil JL-2, até o melhor submarino chinês não seria capaz de atingir o território continental dos EUA com um JL-3 se for lançado a partir do mar do Sul da China, disse a Federação de Cientistas Americanos (FAS, na sigla em inglês), escreve South China Morning Post.

    Para isso, o submarino teria de lançar o míssil do mar de Bohai, uma área muito próxima à Coreia do Sul e ao Japão, dando aos submarinos chineses menor chance de não serem detectados.

    Timothy Heath, especialista em segurança do think tank norte-americano de análise estratégica RAND Corporation afirmou que o JL-3 é uma arma temível e que junto ao míssil balístico intercontinental DF-41 proporciona à China "meios eficazes de atingir o [território] continental dos EUA a partir de distâncias extremamente longas, o que aumenta a capacidade de sobrevivência dos mísseis chineses".

    Mísseis balísticos intercontinentais DF-41 durante parada militar em Pequim, China, 01 de outubro de 2019
    © Sputnik / Anna Ratkoglo
    Mísseis balísticos intercontinentais DF-41 durante parada militar em Pequim, China, 01 de outubro de 2019

    Segundo o especialista, isso ajudaria a dissuadir os EUA de intervenções perto do território da China.

    "A capacidade convencional e nuclear do ELP aumenta o risco e o custo de qualquer conflito entre os EUA e a China", ressaltou Heath.

    "O objetivo é convencer os EUA de que tal conflito não vale o risco, permitindo que a China 'vença' os confrontos com seus vizinhos, tais como Taiwan, 'sem combater' com os EUA", concluiu.

    Anteriormente, fontes militares norte-americanas relataram que a Marinha chinesa está fortalecendo sua frota com seis submarinos nucleares Type 094A que podem carregar mísseis JL-2.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    DF-41, Mar do Sul da China, tensão bilateral, Estados Unidos, Marinha da China, submarino nuclear, míssil balístico intercontinental
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