18:42 06 Julho 2020
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    Chefe da diplomacia da União Europeia (UE) apelou a uma estratégia mais robusta em relação à China em meio a sinais de que a Ásia está substituindo os EUA como centro do poder global.

    O chefe das Relações Exteriores da UE, Josep Borrell, disse hoje (25) durante a conferência anual com os embaixadores alemães, que "os analistas falam há muito sobre o fim de um sistema liderado pelos americanos e a chegada de um século asiático. Isso agora está acontecendo diante de nossos olhos".

    A notícia vem relatada no jornal de Hong Kong South China Morning Post e dá conta que Borrell considera que a pandemia deveria ser encarada como um provável ponto de viragem na mudança de poder do Ocidente para o Oriente e que para a UE a "pressão para escolher um dos lados está crescendo".

    Borrell acrescentou que o bloco de 27 nações "deve seguir seus próprios interesses e valores e evitar ser instrumentalizado por um ou por outro".

    Reconhecendo que o crescimento da China é "impressionante", Borrell afirmou que as relações entre Bruxelas e Pequim "nem sempre foram baseadas na confiança, transparência e reciprocidade".

    Mulher usando máscara contra coronavírus olha para globo mostrando a China, em Wuhan, na província de Hubei, 15 de abril de 2020
    © AP Photo / Ng Han Guan
    Mulher usando máscara contra coronavírus olha para globo mostrando a China, em Wuhan, na província de Hubei, 15 de abril de 2020

    Para Borrell, "só temos uma chance se lidarmos com a China com disciplina coletiva", observando ele que a próxima cúpula UE–China neste outono poderia ser uma oportunidade para fazê-lo.

    "Precisamos de uma estratégia mais robusta para a China, o que também requer melhores relações com o resto da Ásia democrática", acrescentou o chefe da diplomacia da UE.

    Falando na mesma conferência, realizada este ano por vídeo devido à pandemia, o ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas, ecoou o apelo de Borrell por uma maior transparência da China, referindo-se à política de informação de Pequim durante os primeiros estágios do surto do vírus.

    A Alemanha assume em julho a presidência rotativa de seis meses da UE.

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    Tags:
    pandemia, COVID-19, Josep Borrell, Ásia, China, União Europeia
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