22:29 25 Maio 2020
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    Receosos de que a Coreia do Norte não volte à mesa de negociações, os EUA enviaram aviões espiões para a península coreana. As missões teriam o objetivo de averiguar se Kim Jong-un prepara testes com mísseis balísticos de longo alcance.

    Dois aviões espiões dos EUA, o RC-135W River Joint e o E-8C, teriam efetuado voos de reconhecimento na península coreana, de acordo com o Aircraft Spots, conta no Twitter que monitora as rotas de aviões militares, reportou o The Times.

    ​Aeronaves da Força Aérea dos EUA RC-135W 62-4139 TORA 23 conduzem operação na península coreana a 31.000 pés.

    A Coreia do Norte havia estabelecido o prazo até o fim do ano para que os EUA fizessem concessões e retomassem o diálogo bilateral. Ao verificar que Washington poderia não cumprir o prazo, Pyongyang intensificou os testes de armamentos e prometeu uma "surpresa de Natal" aos EUA

    Nesta quinta-feira (12) bombardeiros estratégicos B-52, capazes de carregar bombas atômicas, realizaram uma operação próxima ao mar territorial japonês.

    ​Aeronave da Força Aérea dos EUA B-52H FAVIO01 decolou da base aérea de Andersen, na ilha de Guam, em direção ao mar do Japão. 

    Nesta quarta-feira (11), a representante dos EUA na ONU, Kelly Craft, havia alertado para "sinais muito preocupantes" de que a Coreia do Norte estaria determinada a realizar provocações à medida que o prazo estipulado por Pyongyang se aproxima.

    "Em termos práticos, isso significa que a Coreia do Norte poderia lançar projéteis espaciais usando tecnologia de mísseis balísticos de longo alcance. Eles poderiam, ainda, testar mísseis balísticos intercontinentais, desenvolvidos para atacar os Estados Unidos com armas nucleares", declarou Craft durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU.

    De acordo com o New York Times, o representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, deve visitar Seul neste fim de semana. A visita poderia incluir um encontro com representante da Coreia do Norte na região da fronteira.

    Soldado sul-coreano monitora fronteira com a Coreia do Norte atrás de uma cerca (imagem referencial)
    © AP Photo / Ahn Young-joon
    Soldado sul-coreano monitora fronteira com a Coreia do Norte atrás de uma cerca (imagem referencial)

    Anteriormente, o representante da China na ONU, Zhang Jun, defendera a redução das sanções econômicas contra a Coreia do Norte, como forma de incentivá-la a se sentar na mesa de negociações e "evitar uma reviravolta dramática" na situação.

    O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta quarta-feira (11) a pedido dos EUA para discutir a escalada de tensões na península coreana. 

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    Tags:
    Donald Trump, Kim Jong-un, desnuclearização, espionagem, EUA, Coreia do Norte
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