19:25 09 Dezembro 2019
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    Presidente dos EUA Donald Trump e líder norte-coreano Kim Jong-un durante encontro na zona demilitarizada, 30 de junho de 2019

    Pyongyang adverte Washington: depende dos EUA 'qual será presente de Natal'

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    A data limite para o diálogo entre a Coreia do Norte e os EUA expira neste fim do ano, relembrou nesta terça-feira (03) o vice-chanceler norte-coreano, Ri Thae Song, por meio de uma declaração divulgada pela agência KCNA.

    De acordo com o diplomata, Pyongyang "vem fazendo tudo de maneira transparente e pública", assim que "não há por que ocultar o que deve ser feito". Por outro lado, "o diálogo expresso pelos EUA é basicamente uma simples artimanha para prender [a Coreia do Norte] à mesa de negociações e tirar proveito desta questão para se favorecer da situação política interna e da campanha eleitoral".

    "Já estamos fartos deste cantarolado do diálogo que os EUA andam repetindo como um papagaio cada vez que estão em uma situação difícil, e não haverá ninguém que lhes dê ouvidos. […] O que falta agora é a decisão dos Estados Unidos, e desta decisão depende na sua totalidade qual será o presente do próximo Natal", salientou Ri.

    Em novembro, o negociador norte-coreano para questões com os EUA, Kim Myong-gil, afirmou que a Coreia do Norte rejeitou a proposta de Washington de realizar uma nova reunião em dezembro, dizendo que Pyongyang não está interessada em negociações que simplesmente procuram "apaziguá-los".

    O diálogo entre os países visa que Coreia do Norte e EUA iniciem uma nova rodada de negociações até o fim do ano. Caso o diálogo não perdure, há chances dos norte-coreanos deixarem as negociações sobre o programa nuclear e retomarem seu programa de desenvolvimento de mísseis nucleares de longo alcance.

    Na semana passada, as autoridades da Coreia do Sul informaram ter detectado lançamento de mísseis provenientes da Coreia do Norte, com o qual o líder norte-coreano ficou "muito satisfeito".

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    Tags:
    tensão bilateral, EUA, programa nuclear, negociações, Kim Jong-un, Coreia do Norte, Donald Trump
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