03:16 16 Setembro 2019
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    Presidente dos EUA Donald Trump e líder norte-coreano Kim Jong-un durante encontro na linha demilitarizada, 30 de junho de 2019

    Coreia do Norte ataca os EUA por pedir novas sanções no dia em que Trump pisou no país

    Susan Walsh/AP
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    A missão da Coreia do Norte da ONU chamou de hipócrita a postura dos EUA, alegando que não se caminha por caminhar, com apelos ao diálogo e sanções ao mesmo tempo, e denunciando Washington como "empenhada em atos hostis".

    O degelo nas relações entre estadunidenses e norte-coreanos, renovadas pelo encontro do líder norte-coreano Kim Jong-un e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na zona desmilitarizada, durante a qual Trump pôs os pés na Coreia do Norte, não durou muito.

    O comunicado emitido pela missão reclusa da ONU nesta quinta-feira acusa Washington de não apoiar a retórica reconciliatória com ação, mas, ao contrário, pediu mais sanções no mesmo dia em que Trump convidou Kim para uma cúpula improvisada na fronteira.

    A missão disse que uma carta conjunta circulada pelo representante dos EUA, juntamente com a da França, do Reino Unido e da Alemanha, em 29 de junho, instou os membros da ONU a enviar de volta contratados norte-coreanos que trabalham no exterior. Isso deveria ser uma punição por Pyongyang supostamente superar o limite anual da ONU sobre as importações de petróleo, fixado em 500.000 barris.

    Em uma carta anterior, os EUA redigiram, junto com outros 23 países, o painel de sanções do Conselho de Segurança da ONU em 18 de junho, e Washington defendeu a suspensão imediata das entregas para a Coreia do Norte. No entanto, devido à oposição da China e da Rússia, o passo não foi dado.

    Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira, a missão norte-coreana informou que o pedido original dos EUA de interromper as entregas foi feito sob um "pretexto absurdo", chamando a carta de 29 de junho de "não menos que [...] pressão aberta" sobre os membros da ONU.

    Presidente dos EUA Donald Trump e líder norte-coreano Kim Jong-un durante encontro na linha demilitarizada, 30 de junho de 2019
    Susan Walsh/AP
    Presidente dos EUA Donald Trump e líder norte-coreano Kim Jong-un durante encontro na linha demilitarizada, 30 de junho de 2019

    O fato de que a tão difundida decisão de Trump de realizar um encontro com Kim e atravessar a fronteira com a Coreia do Norte coincidiu com a pressão dos EUA por medidas mais punitivas "fala à realidade de que os Estados Unidos estão cada vez mais empenhados em os atos hostis… embora falando sobre diálogo", dizia a declaração.

    Embora Pyongyang não tenha "sede de suspensão de sanções", é "bastante ridículo" que os EUA as considerem "uma panaceia para todos os problemas", disse a missão.

    A reunião de domingo entre Trump e Kim foi saudada por Trump como "um tremendo progresso". No entanto, os críticos do presidente no Partido Democrata denunciaram a viagem como apenas uma "jogada de marketing".

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    Tags:
    armas nucleares, desnuclearização, relações bilaterais, ONU, sanções, diplomacia, Kim Jong-un, Donald Trump, Zona Desmilitarizada, Coreia do Norte, Estados Unidos
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