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    Coronavírus no mundo no início de junho de 2021 (22)
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    O governo Biden deve anunciar em reunião do G7, no Reino Unido, nos próximos dias, a compra de 500 milhões de doses da vacina contra a COVID-19 da Pfizer para doar ao mundo, segundo o The Washington Post.

    O presidente Biden deve anunciar o plano de doação de vacinas da Pfizer na reunião do G7 no Reino Unido, ainda nesta semana, em meio a pedidos crescentes para que os EUA e outros países ricos desempenhem um papel mais substancial no aumento do fornecimento global de vacina contra o coronavírus. 

    Biden revelou a estratégia nesta quarta-feira (9), ao The Washinton Post, ao embarcar no avião da presidência dos EUA rumo à Europa. A Casa Branca não quis comentar e a Pfizer também não se pronunciou.

    A administração Biden anunciou anteriormente que iria compartilhar pelo menos 80 milhões de doses de vacinas com o mundo até o final de junho. Na semana passada, a Casa Branca detalhou planos de como alocaria 25 milhões de doses, com cerca de 19 milhões delas sendo compartilhadas com a COVAX, apoiada pela Organização Mundial da Saúde. 

    Os recipientes das vacinas Oxford/AstraZeneca são retratados durante uma cerimônia de entrega de vacinas contra a COVID-19 sob o esquema COVAX no Aeroporto Internacional de Phnom Penh, Camboja, 2 de março de 2021.
    © REUTERS / CINDY LIU
    Os recipientes das vacinas Oxford/AstraZeneca são retratados durante uma cerimônia de entrega de vacinas contra a COVID-19 sob o esquema COVAX no Aeroporto Internacional de Phnom Penh, Camboja, 2 de março de 2021

    Aproximadamente seis milhões de injeções seriam compartilhadas diretamente com países que experimentam surtos graves de coronavírus, incluindo a Índia. A questão de como acabar com a pandemia deve estar em destaque na reunião do G7 entre os dias 11 e 13 de junho. 

    Os democratas do Congresso e alguns defensores da saúde têm pedido que o governo faça mais. Ao mesmo tempo, a decisão surpresa de Biden de apoiar uma proposta de renúncia à proteção de patentes para vacinas contra o coronavírus enfrentou forte resistência da União Europeia.

    As perguntas sobre como proceder se intensificaram nas últimas semanas, à medida que os casos nos EUA diminuíram e as infecções aumentaram em alguns países em desenvolvimento sem o fornecimento adequado de vacinas, levando a novas acusações de "apartheid de vacinas".

    As diferenças são grandes, mais da metade das populações dos Estados Unidos e do Reino Unido receberam pelo menos uma dose, em comparação com menos de 2% das pessoas na África.

    Algumas nações ricas anunciaram planos de doar doses excedentes e expressaram apoio à ideia de aumentar a oferta global, mas os detalhes sobre quando e como proceder são escassos.

    A COVAX anunciou que pretende entregar dois bilhões de doses até o final do ano, com o objetivo de vacinar 20% das populações de países necessitados, mas pode não atingir essa meta. A iniciativa foi prejudicada por déficits de financiamento e uma severa crise de oferta exacerbada pela crise na Índia, levando a atrasos potencialmente fatais. Até o momento, a COVAX entregou 81 milhões de doses para 129 países.

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    Coronavírus no mundo no início de junho de 2021 (22)

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    Tags:
    vacina, Cúpula do G7, Joe Biden, EUA, OMS, pandemia, COVID-19
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