22:35 18 Junho 2021
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    A Casa Branca anunciou, nesta sexta-feira (28), que vai impor sanções a Belarus após a interceptação de um avião da Ryanair, que realizava um voo de Atenas, na Grécia, a Vilnius, na Lituânia.

    Em comunicado, o secretário de imprensa Jen Psaki explicou as ações punitivas, classificando o desvio do voo, em 23 de maio, e a prisão do jornalista e ativista do país, Roman Protasevich, "uma afronta direta às normas internacionais", conforme noticiou a agência AFP.

    Além das medidas já anunciadas nas últimas semanas, Washington informou que está trabalhando com a União Europeia em uma lista de sanções direcionadas a membros-chave do governo de Aleksandr Lukashenko, presidente de Belarus.

    Sanções econômicas contra nove empresas estatais bielorrussas, reimpostas em abril após ações de repressão em protestos pró-democracia, entrarão em vigor em 3 de junho.

    "O Departamento do Tesouro desenvolverá, para a revisão do presidente, uma nova Ordem Executiva, que dará aos Estados Unidos mais autoridade para impor sanções ao governo e àqueles que apoiam a corrupção, o abuso dos direitos humanos e os ataques à democracia", disse Psaki.

    Além das sanções, a Casa Branca também emitiu um aviso de "não viaje" para Belarus aos cidadãos norte-americanos, pedindo para que voos com passageiros dos EUA tenham "extrema cautela" se considerarem sobrevoar o espaço aéreo do país.

    Aleksandr Lukashenko, presidente da Belarus, participa de reunião com Mikhail Mishustin, primeiro-ministro da Rússia (fora da foto) em Minsk, Belarus, 16 de abril de 2021
    © REUTERS / Sputnik / Aleksandr Astafyev
    Aleksandr Lukashenko, presidente da Belarus, participa de reunião com Mikhail Mishustin, primeiro-ministro da Rússia (fora da foto) em Minsk, Belarus, 16 de abril de 2021

    A Casa Branca confirmou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, incluindo o FBI, está investigando o incidente em cooperação com homólogos europeus.

    Psaki apelou a Lukashenko para "permitir uma investigação internacional sobre os acontecimentos de 23 de maio, libertar imediatamente todos os presos políticos e iniciar um diálogo político abrangente e genuíno com os líderes da oposição democrática e grupos da sociedade civil".

    O clamor do Ocidente sobre a decisão de Belarus de desviar o avião também fez a União Europeia instar as transportadoras baseadas no bloco a evitarem o espaço aéreo do país.

    Entenda o caso

    Quando se encontrava no espaço aéreo bielorrusso, o avião da Ryanair foi obrigado pela Força Aérea de Belarus a fazer um pouso de emergência em Minsk. A determinação foi justificada pela presença de uma suposta bomba a bordo, que não foi encontrada.

    Quem estava no voo era Roman Protasevich, fundador do Nexta, canal do aplicativo de mensagens Telegram. Considerado extremista em Belarus, ele foi detido após ter seus documentos verificados na capital bielorrussa, recebendo acusações de organização de motins maciços, podendo enfrentar até 15 anos de prisão.

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    Tags:
    sanções, Aleksandr Lukashenko, Europa, Casa Branca, EUA, Belarus, voo, avião
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