07:26 14 Junho 2021
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    O presidente da Belarus disse que o país agiu como um Estado soberano com a expulsão de diplomatas da Letônia após o desvio do avião da companhia aérea Ryanair, e que foi informado sobre o caso pela Suíça.

    Aleksandr Lukashenko, presidente de Belarus, comentou em uma reunião com parlamentares, membros da Comissão Constitucional e representantes da administração do Estado a situação referente ao pouso de emergência de avião da Ryanair em Minsk, dizendo que agiu de acordo com todas as regras internacionais.

    "Agi legalmente, protegendo as pessoas, de acordo com todas as regras internacionais. O avião foi desviado perto da BelAES [usina nuclear bielorrussa]. E se, de repente, os sistemas de segurança da usina nuclear fossem colocados em alerta máximo?", indagou Lukashenko, cita a Sputnik Belarus.

    O chefe de Estado de Belarus também disse que a tripulação da Ryanair consultou a companhia aérea e o aeroporto de Vilnius, Lituânia, mas decidiu aterrissar em Minsk.

    O presidente de Belarus disse que o país agiu como um Estado soberano com a expulsão de diplomatas da Letônia após o desvio do avião da companhia aérea Ryanair, e que a mensagem sobre "bomba no avião veio da Suíça".

    "Belarus agiu como age um Estado-nação soberano", anunciou o presidente bielorrusso, citado pela agência BelTA.

    "Foi exercida ao longo de 2020 uma pressão sem precedentes sobre Belarus. Vocês já testemunharam isso. Nenhum outro país do mundo enfrentou um terror tão multifacetado e multinível", sublinhou Aleksandr Lukashenko, citado pela publicação bielorrussa SB.Belarus Segodnya.

    Ao abordar a intenção de países ocidentais de proibir voos sobre Belarus, o chefe do Executivo do país referiu não estar muito preocupado.

    "O que é isto senão uma provocação planejada contra Belarus? Algumas pessoas nos assustam: não vão sobrevoar o território de Belarus […]. Pelo amor de Deus, nós não somos a Rússia; podem mudar voos para norte e sul de nós. […] E nós nem temos mecanismos para os fazermos voar para onde quisermos. Francamente falando, nem estamos particularmente preocupados", continua a SB.Belarus Segodnya.

    Por sua vez, a agência bielorrussa ATN, que faz parte da holding estatal Belteleradiokompanya, também fez uma declaração sobre o incidente.

    "Lukashenko: a investigação foi abandonada no Ocidente", comunicou a ATN em seu canal oficial do aplicativo de mensagens Telegram.

    "Mensagem sobre uma bomba no avião veio da Suíça", disse a agência.

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    Tags:
    Suíça, Telegram, Lituânia, Minsk, Vilnius, Sputnik News, Sputnik, Ryanair, Aleksandr Lukashenko
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