12:34 18 Junho 2021
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    4220
    Nos siga no

    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apresentou nesta sexta-feira (14) os pontos principais de sua agenda para um diálogo com "a oposição extremista", em referência ao setor liderado pelo ex-deputado Juan Guaidó.

    Recentemente, o opositor venezuelano Juan Guaidó sugeriu realizar reuniões com o governo.

    Maduro recordou que este setor da oposição é o mesmo que protagonizou planos de insurreição para o derrubar, e "congelou e roubou o dinheiro do país" mas, ainda assim, presidente disse estar disposto a se sentar e a conversar.

    Para Maduro, o setor radical não teve outra opção senão se aproximar do diálogo, diálogo que o governo há algum tempo mantém com diferentes setores da "oposição democrática" e da sociedade, porque estão "desesperados" ante as derrotas que tiveram.

    O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó remove sua máscara ao chegar a uma entrevista coletiva em Caracas, Venezuela, em 3 de março de 2021
    O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó remove sua máscara ao chegar a uma entrevista coletiva em Caracas, Venezuela, em 3 de março de 2021

    "No final, eles reconhecem que têm que falar com o poder governante, a força bolivariana, o Polo Patriótico e o presidente Maduro. Estamos dispostos [ao diálogo] e estamos fazendo nossa agenda", declarou o presidente, que os instou a participarem nas "megaeleições", que se realizarão no país no próximo dia 21 de novembro.

    "Estou fazendo uma lista de pontos que quero trazer para esse diálogo", disse o presidente da Venezuela, acrescentando que, para começar, levantará dois pontos-chave: que a direita "renuncie a golpismo", ao intervencionismo e às invasões estrangeiras, e que seus dirigentes sejam responsabilizados por todos os recursos que utilizaram, especialmente os que foram confiscados ilegalmente pelos EUA.

    "Que devolvam esse dinheiro ao país", ressaltou o presidente venezuelano, que sugeriu a participação neste diálogo dos governos dos EUA, Noruega, a União Europeia, Grupo de Contato ou qualquer outro participante acordado pelas partes.

    No entanto, o mandatário deixou claro que poderia abrir outros pontos para as conversas além daqueles que levantou nesta sexta-feira (14).

    "Isso é o começo. Sobre o que querem falar? Eu quero conversar", acentuou.

    Mais:

    EUA e aliados pressionarão Caracas até que a Venezuela 'volte à democracia', diz Blinken
    Venezuela denuncia 'massacre' na Colômbia após mortes em manifestações
    Caracas diz ao TPI para se guiar pela 'primazia da realidade' na Venezuela e não pelo Twitter
    Tags:
    oposição, diálogo, Juan Guaidó, Venezuela, Nicolás Maduro
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar