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    Os chilenos vão às urnas neste fim de semana para escolher os 155 membros da Assembleia Constituinte, que deverão redigir a nova Constituição do país.

    Os chilenos vão às urnas amanhã (15) e no domingo (16) para escolher os 155 membros da Assembleia Constituinte, que deverão redigir a nova Constituição do país.

    As eleições são as primeiras desde a onda de protestos de 2019. Em meio a uma crise política, social e institucional que se soma à crise sanitária e econômica, os chilenos substituirão a Constituição de Augusto Pinochet. 

    O corpo de parlamentares que redigirá a nova Carta será igual entre homens e mulheres, sendo que haverá 17 cadeiras reservadas para os povos indígenas, escreve o jornal La Nación.

    Ativistas indígenas mapuches levantam seus bastões durante manifestação para exigir justiça a presos indígenas Mapuche, bem como por seus direitos indígenas e terras para suas comunidades em Santiago, Chile (foto de arquivo)
    © REUTERS / Ivan Alvarado
    Ativistas indígenas mapuches levantam seus bastões durante manifestação para exigir justiça a presos indígenas Mapuche, bem como por seus direitos indígenas e terras para suas comunidades em Santiago, Chile (foto de arquivo)
    Embora as datas das eleições tenham sido alteradas duas vezes devido à pandemia, em outubro passado foi realizado o plebiscito, onde oito em cada dez chilenos apoiaram a mudança da Constituição. 

    O atual texto foi elaborado em 1980 durante a ditadura militar de Pinochet, mas sofreu 50 modificações, tanto no fim da ditadura (1989), quanto no governo de Ricardo Lagos (2005). Porém, em suas quatro décadas de vida, o texto não alcançou legitimidade nem se tornou um elemento unificador entre os chilenos.

    Uma das principais mudanças na Constituição deverá ser a ampliação do papel do Estado na maior provisão de serviços como saúde e educação.

    A força da nova Constituição que o Chile inaugura dependerá da correlação de forças que for eleita na votação deste fim de semana. A convenção discutirá seu regime político e sistema de governo, pois há consenso de que o presidencialismo chileno apresentou deficiências com as revoltas de outubro de 2019.

    Além disso, a nova Carta pretende reescrever temas como a descentralização e a regionalização, formando um estado mais centralizado em sua capital, Santiago.

    Dos 1.268 candidatos à convenção, 68% não atuam em nenhum partido. A participação é uma grande incógnita, em um país com alta abstenção e voto voluntário. O plebiscito de outubro passado atraiu 51% dos eleitores, um pouco acima das últimas eleições.

    Uma professora é vacinada em um escola na capital Santiago, em 15 de fevereiro de 2021 – o Chile lidera a vacinação na América Latina.
    © AP Photo / Esteban Felix
    O Chile lidera a vacinação na América Latina

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    Tags:
    Assembleia Constituinte, Constituinte, Constituição, eleições chilenas, COVID-19, Chile
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