18:48 12 Maio 2021
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    O agente que matou um jovem negro no estado de Minnesota durante uma ação policial neste domingo (11) teria confundido sua pistola elétrica de imobilização com sua arma de fogo.

    Quem confirmou o engano do agente foi o comandante da polícia da cidade de Brooklyn Center, Tim Gannon, segundo informações da Fox News.

    "A policial sacou sua pistola no lugar do taser", disse o comandante em uma coletiva de imprensa. "Foi um tiro acidental que resultou na trágica morte" de Daunte Wright, de 20 anos.

    A publicação sustenta que o policial não teve a sua identidade revelada. Porém, especula-se na imprensa norte-americana que tratava-se de um agente experiente.

    Nas imagens disponibilizadas pela polícia de Brooklyn Center, os policiais aparecem puxando o jovem para fora de seu carro, depois de pará-lo por uma infração de trânsito.

    ​Enquanto o jovem negro luta com a polícia, um agente grita "taser, taser". Vale lembrar que os policiais nos EUA são orientados a gritar que estão disparando a arma de choque antes. Em seguida, ele grita "meu Deus, eu atirei nele", enquanto o jovem ferido se afasta.

    A ação ocorreu não muito longe de onde o ex-policial branco Derek Chauvin está sendo julgado pela morte de George Floyd, também em Minnesota.

    A polícia disse que Wright foi parado por estar dirigindo um carro com a documentação vencida. A mãe do jovem, Katie Wright, para quem ele ligou no momento em que foi abordado, apresentou outra versão.

    Manifestantes entram em confronto com a polícia em frente à delegacia de polícia do Brooklyn Center no domingo, 11 de abril de 2021, no Brooklyn Center, Minnesota.
    © AP Photo / Christian Monterrosa
    Manifestantes entram em confronto com a polícia em frente à delegacia de polícia do Brooklyn Center no domingo, 11 de abril de 2021, no Brooklyn Center, Minnesota.

    "Não há nada que eu possa dizer para aliviar a dor da família Wright", disse Tim Gannon.

    O prefeito de Brooklyn Park, Mike Elliott, disse que o oficial da polícia, que foi colocado em licença administrativa, deveria ser demitido. "Minha posição é que não podemos cometer erros que levem à perda de vidas de outras pessoas nesta profissão", disse Elliott.

    A morte do jovem deflagrou, desde ontem (11), novos protestos pelas vidas da comunidade negra em Minnesota.

    Manifestantes do Black Lives Matter começaram a protestar perto de Minnesota em resposta ao tiroteio envolvendo um suposto membro de gangue.

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    Tags:
    arma de eletrochoque, arma de laser, arma de fogo, Polícia dos EUA, Minneapolis, negros, morte, EUA
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