07:40 28 Setembro 2021
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    O movimento "Black Lives Matter", que ganhou projeção no ano passado com protestos antirracistas nos Estados Unidos após o assassinato de George Floyd, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por um parlamentar norueguês.

    Apesar da violência e depredação do patrimônio público observada durante os protestos do Black Lives Matter no ano passado, situação que dividiu opiniões nos EUA, o movimento segue com prestígio internacional.

    Para Petter Eide, deputado considerado progressista na Noruega, o Black Lives Matter "se tornou um dos [movimentos] mais poderosos do mundo na luta contra a injustiça racial".

    "Começou há alguns anos nos Estados Unidos, depois espalhou-se por muitos outros países, sensibilizando para a importância do combate às injustiças raciais", continuou.

    • Patrisse Cullors, uma das co-fundadoras do movimento Black Lives Matter nos Estados Unidos, em foto para o Summit LA18, em Los Angeles
      Patrisse Cullors é uma das co-fundadoras do movimento Black Lives Matter nos Estados Unidos
      © AP Photo / Amy Harris
    • Autoridades federais entram em confronto com manifestantes do movimento Vidas Negras Importam em Portland, nos EUA
      Autoridades federais entram em confronto com manifestantes do movimento Vidas Negras Importam em Portland, nos EUA
      © Sputnik / Zak Vilkinson
    • Painel do movimento Black Lives Matter instalado ao lado de bandeira confederada em Pittsboro, na Carolina do Norte (EUA)
      Painel do movimento Black Lives Matter instalado ao lado de bandeira confederada em Pittsboro, na Carolina do Norte (EUA)
      © AP Photo / Gerry Broome
    • Ativista do movimento Black Lives Matter.
      Ativista do movimento "Black Lives Matter".
      © REUTERS / Lawrence Bryant
    • Manifestantes do movimento Black Lives Matter em Washington
      Manifestantes do movimento Black Lives Matter em Washington
      © REUTERS / Joshua Roberts
    • Manifestantes em uma das ruas perto do Capitólio em Washington, EUA
      Manifestantes em uma das ruas perto do Capitólio em Washington, EUA
      © Sputnik / Stringer
    • Homem sai de veículo com arma durante protesto contra desigualdade racial após a morte sob custódia policial em Minneapolis de George Floyd, em Seattle, Washington, EUA, 7 de junho de 2020
      Homem sai de veículo com arma durante protesto contra desigualdade racial após a morte sob custódia policial em Minneapolis de George Floyd, em Seattle, Washington, EUA, 7 de junho de 2020
      © REUTERS / Lindsey Wasson
    • Populares protestam em Louisville, EUA, contra o racismo e a morte do cidadão negro George Floyd em 25 de maio, durante abordagem policial em Minneapolis
      Populares protestam em Louisville, EUA, contra o racismo e a morte do cidadão negro George Floyd em 25 de maio, durante abordagem policial em Minneapolis
      © Sputnik / Artur Gabdrahmanov
    • Manifestantes se reúnem em Paris para protestar contra o racismo após a morte de George Floyd, homem negro morto pela polícia nos EUA.
      Manifestantes se reúnem em Paris para protestar contra o racismo após a morte de George Floyd, homem negro morto pela polícia nos EUA.
      © AP Photo / Thibault Camus
    • Em Londres, manifestantes protestam contra a violência policial e o racismo, em 6 de junho de 2020, como forma de solidariedade aos protestos contra a morte de George Floyd nos Estados Unidos.
      Em Londres, manifestantes protestam contra a violência policial e o racismo, em 6 de junho de 2020, como forma de solidariedade aos protestos contra a morte de George Floyd nos Estados Unidos.
      © AP Photo / Frank Augstein
    • Em Lisboa, manifestantes protestam pacificamente contra a morte de George Floyd
      Em Lisboa, manifestantes protestam pacificamente contra a morte de George Floyd
      © Sputnik / Caroline Ribeiro
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    © AP Photo / Amy Harris
    Patrisse Cullors é uma das co-fundadoras do movimento Black Lives Matter nos Estados Unidos
    Após a morte de George Floyd, assassinado por um policial branco em maio de 2020 nos Estados Unidos durante uma batida policial, o Black Lives Matter, um coletivo de pessoas negras nos EUA sem uma liderança definida, convocou muitas instituições ao redor do mundo a exigir mudanças e melhor representação.

    Segundo Petter Eide, o grupo "abriu o debate e [atraiu] a atenção de muitos países". A história do coletivo começa em 2013, após a absolvição de George Zimmerman no assassinato a tiros do adolescente negro Trayvon Martin. O movimento voltou a ganhar notoriedade por suas manifestações de rua após a morte, em 2014, de dois jovens negros nos EUA: Michael Brown, resultando em protestos e distúrbios em Ferguson; e Eric Garner, na cidade de Nova York.

    As candidaturas para o Nobel da Paz, escreve a Rádio França Internacional, podem ser apresentadas por parlamentares e ministros de todos os países. As inscrições, que devem ser enviadas até o prazo final de 31 de janeiro, geralmente são mantidas em segredo, a menos que seus promotores decidam divulgar sua escolha.

    Indicações até agora

    Entre os indicados até agora, há outros nomes que também causam polêmica. Julian Assange, o polêmico fundador do Wikileaks, é um deles. A rede internacional de verificadores de fatos, a International Fact-Checking Network (IFCN, na sigla em inglês), é mais um desta lista, que conta, inclusive, com ex-presidente dos EUA, Donald Trump.

    O Nobel da Paz será outorgado no início de outubro.

    Medalha do prêmio Nobel da Paz concedida ao Programa Mundial de Alimentos (PMA), em 9 de outubro de 2020
    © AP Photo / Fernando Vergara
    Medalha do prêmio Nobel da Paz concedida ao Programa Mundial de Alimentos (PMA), em 9 de outubro de 2020

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    Tags:
    Black Lives Matter, Prêmio Nobel, Nobel da Paz, EUA, racismo, protestos
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