15:46 18 Abril 2021
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    2180
    Nos siga no

    Um juiz distrital de Washington, EUA, impediu que uma decisão do Departamento de Defesa dos EUA de janeiro, que restringiria a Xiaomi, tivesse efeito, uma ação saudada pela empresa chinesa.

    Um juiz federal dos EUA bloqueou temporariamente na sexta-feira (12) uma decisão de janeiro de 2021 da administração de Donald Trump, então presidente norte-americano, que forçava cidadãos do país a vender seus interesses na empresa chinesa Xiaomi até o fim do domingo (14), conforme relatado pela agência Reuters.

    Rudolph Contreras, juiz distrital em Washington, disse que o tribunal "conclui que os réus [Departamento da Defesa dos EUA] não provaram que os interesses de segurança nacional em jogo aqui são convincentes", comentando que a Xiaomi não é efetivamente controlada ou associada a terceiros sob propriedade ou controle do governo chinês ou seus serviços de segurança.

    A deliberação de janeiro acusava a empresa de smartphones de ter ligações ao Exército de Libertação Popular (ELP) da China. O próprio Departamento de Defesa não deu à Reuters uma resposta imediata à nova decisão.

    Por sua vez, um porta-voz da Xiaomi elogiou em declarações ao jornal Global Times a decisão de Contreras, chamando de "arbitrário e caprichoso" o parecer de janeiro, dizendo que a empresa é "largamente detida, de capital aberto, administrada de forma independente", e que oferece produtos somente para uso civil e comercial.

    "A Xiaomi planeja continuar solicitando que o tribunal declare a designação ilegal e retire permanentemente a designação", referiu. No fim de janeiro a empresa de smartphones apelou a uma corte norte-americana para ser removida da lista.

    Mais:

    Segurança cibernética: Biden deve seguir linha dura iniciada por Trump com China, diz think thank
    Rivais chinesas da Huawei pretendem se beneficiar de sanções dos EUA contra empresa, dizem fontes
    Sanções dos EUA contra Huawei ajudam outra empresa chinesa a conquistar mercados
    Tags:
    Donald Trump, China, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar