12:47 16 Abril 2021
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    Moreno alega que já havia renunciado ao movimento político em fevereiro. No entanto, alguns líderes afirmam que ele fez isso para evitar a exclusão e oficializaram sua saída nesta quinta-feira (4).

    O partido equatoriano Aliança País (AP) expulsou de suas bases o presidente da república Lenín Moreno, por não aceitar sua renúncia anterior. Em nota, o movimento político, presidido por Moreno desde 2017, informou que após reunião determinou que não aceitava sua renúncia por estar em andamento "processo contra ele", que resultou na "expulsão como militante" e na "demissão de sua posição" naquela organização partidária de esquerda.

    O AP defende sua resolução na qual o presidente cometeu "infrações" ao "deixar a liderança política do movimento abandonada", ao comparecer a apenas duas "sessões formais" em quatro anos, ao "descumprir o plano do governo" e ao "distribuir ilegitimamente poder a representantes de outros partidos políticos".

    Diante da determinação, Moreno se perguntou em sua conta no Twitter: "Como você expulsa alguém que já foi embora?" Além disso, publicou uma carta, datada de 26 de fevereiro, dirigida ao secretário-executivo do partido, Gustavo Baroja Narváez.

    A ex-candidata à presidência do Aliança País, Ximena Peña, interpretou a renúncia como uma decisão tomada "depois de cumprir as instruções de seus assessores": María Paula Romo, ex-ministra de Governo; Richard Martínez, ex-ministro da Economia, a quem define como "seu candidato" nas últimas eleições, e Guillermo Lasso, do movimento de direita Creando Oportunidades (CREO).

    "Lenín se desfilia do Aliança País para evitar sua expulsão. Hoje ele se desfilia, amanhã ele fugirá do país", escreveu a política na rede social.

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    Tags:
    expulsão, esquerda, partido, alianças, Equador
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