10:29 05 Março 2021
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    Em função da pequena diferença de votos entre o segundo e o terceiro colocado, o líder do movimento indígena, Yacu Pérez, quer judicializar o pleito e reverter o resultado das urnas.

    Teoricamente, a disputa do segundo turno nas eleições presidenciais do Equador, em 11 de abril, será entre Andrés Arauz e o ex-banqueiro Guillermo Lasso.

    Porém, na prática, a questão é um pouco mais delicada. A partir desta segunda-feira (22), o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador começa a receber as denúncias que podem alterar o resultado anunciado, caso as autoridades validem as impugnações e os pedidos de recontagem.

    O candidato Andrés Arauz teve 32,72% dos votos. Em segundo lugar, o ex-banqueiro Guillermo Lasso ficou com 19,74%. O candidato indígena Yacu Pérez teve 19,39%, apenas 0,35% atrás do segundo colocado.

    "Se Yacu Pérez conseguir apresentar provas suficientes de irregularidades, o resultado poderá mudar, especialmente se ele comprovar fraude na província de Guayas, região onde a superioridade de Guillermo Lasso foi determinante", explica uma fonte ouvida pela Rádio França Internacional.

    Funcionários fazem contagem dos votos de eleição do Equador.
    © REUTERS / Santiago Arcos
    Funcionários fazem contagem dos votos de eleição do Equador.

    A disputa jurídica

    Yacu Pérez tem três alternativas jurídicas para apresentar evidências de fraude: no Conselho Nacional Eleitoral, no Tribunal Contencioso Eleitoral e na Procuradoria-Geral do Estado, órgão que já manifestou interesse em fazer uma auditoria.

    Vale lembrar que o candidato Yacu Pérez tinha conseguido com Guillermo Lasso, há dez dias, um acordo político para recontagem parcial de votos. Porém, Lasso voltou atrás, e agora não quer mais uma recontagem.

    Ele sustenta que o acordo foi anulado por não ter amparo jurídico. A lei eleitoral equatoriana não permite um acordo de cavalheiros para recontar os votos.

    O cumprimento dessa recontagem é o que o candidato Yacu Pérez continua a reivindicar nas ruas. Para isso, lidera uma marcha que partiu do extremo sul do Equador, no dia 17, e que chegará a Quito nesta terça-feira (23) para rodear o prédio do Conselho Eleitoral.

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    Tags:
    cultura indígena, povos indígenas, indígenas, fraude eleitoral, eleição, Equador
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