12:52 16 Abril 2021
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    Pouco depois de o relatório de inteligência dos EUA sobre o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi ter sido liberado, o documento foi substituído sem quaisquer explicações por outra versão, da qual foram retirados nomes de três pessoas que se pensava terem sido envolvidas no incidente, revela CNN.

    De acordo com o artigo, três nomes desapareceram da lista de pessoas que alegadamente "participaram, ordenaram ou foram de outra forma cúmplices ou responsáveis pela morte de Jamal Khashoggi".

    O Escritório do Diretor da Inteligência Nacional se recusou a esclarecer por que no início os nomes estavam incluídos no documento e qual é o envolvimento, se tiveram, que eles poderiam ter tido no assassinato de Khashoggi.

    "Nós colocamos no site um documento revisado porque o original continha erroneamente três nomes que não deveriam ter sido incluídos", disse porta-voz do gabinete.

    As três pessoas que não fazem mais parte do relatório de inteligência dos EUA são: Abdulla Mohammed Alhoeriny, Yasir Khalid Alsalem e Ibrahim al-Salim.

    De acordo com uma fonte familiarizada com o trabalho interno da inteligência da Arábia Saudita, a primeira pessoa é o irmão do general Abdulaziz bin Mohammed al-Howraini, o ministro que encabeça a Presidência da Segurança do Estado, que supervisiona múltiplas agências de inteligência e contraterrorismo.

    Alhoeriny, de acordo com os relatórios da Arábia Saudita, é o chefe adjunto de Segurança do Estado para Contraterrorismo. Segundo aponta a notícia, não se sabe quem são as outras duas pessoas retiradas do relatório.

    Porém, na sexta-feira (26), antes de a alteração ter sido descoberta, um alto funcionário da administração dos EUA declarou que o relatório não continha novas informações.

    Segundo ele, esta informação era do conhecimento do governo dos EUA e foi comunicada há mais de um ano aos comitês e a membros seletos do Congresso.

    Manifestantes realizam ato em homenagem ao jornalista Jamal Khashoggi, em Istambul, Turquia (foto de arquivo)
    YASIN AKGUL
    Manifestantes realizam ato em homenagem ao jornalista Jamal Khashoggi, em Istambul, Turquia (foto de arquivo)

    Anteriormente foi relatado que o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional considerava que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, tinha aprovado pessoalmente o assassinato de Khashoggi.

    O presidente dos EUA, Joe Biden, declarou que havia informado o rei da Arábia Saudita sobre "novas mudanças" na política de Washington em relação a Riad.

    As autoridades da Arábia Saudita rejeitaram as conclusões do documento da inteligência dos EUA, afirmando que o "relatório continha informações imprecisas".

    Jamal Khashoggi tinha 59, era saudita e trabalhava como colunista do Washington Post quando foi atraído para o consulado saudita em Istambul, na Turquia, em 2 de outubro de 2018, sendo morto por uma equipe de agentes da inteligência saudita. Equipe essa que teria laços estreitos com o príncipe herdeiro. Seu corpo foi parcialmente desmembrado e os restos mortais nunca foram encontrados.

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    Tags:
    tensão política, Muhammad bin Salman, Joe Biden, Inteligência Nacional dos EUA, Arábia Saudita, assassinato de Jamal Khashoggi
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