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    Retornando aos holofotes em conferência conservadora, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a criticar veementemente a China, bem como o posicionamento do novo presidente democrata sobre Pequim.

    Donald Trump voltou a ter uma vasta audiência de apoiadores e simpatizantes na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), no estado da Flórida, após várias semanas de pouquíssimas entrevistas e de estar banido de postar nas redes sociais.

    Há muito se sabe sobre a opinião de Trump sobre companhias que deixam os EUA e criam empregos na China, que, segundo o ex-presidente, deveriam ser "tarifadas, multadas e punidas". Afinal, em sua visão, a China é uma "tremenda ameaça econômica" para os EUA, relata o South China Morning Post.

    Para além disso, Trump criticou duramente o regresso dos EUA à Organização Mundial da Saúde (OMS) sob a administração Biden, uma vez que considera a última como "fantoche da China". De igual modo, o republicano também acredita que Joe Biden deverá ser mais brando com o gigante asiático devido a seus interesses pessoais.

    No entanto, o ex-presidente não elaborou explicação ou forneceu evidência para basear sua acusação, voltando novamente à teoria da conspiração de que Biden estaria em dívida com a China por meio dos negócios de seu filho no país.

    "Acreditamos em enfrentar a China, em acabar com a terceirização, em trazer nossas fábricas e cadeias de abastecimento de volta, e em assegurar que a América, e não a China, domine o future do mundo", declarou Trump na CPAC, citado pela mídia.
    Ex-presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante assembleia de organização conservadora em Orlando, Flórida, 28 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Octavio Jones
    Ex-presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante assembleia de organização conservadora em Orlando, Flórida, 28 de fevereiro de 2021

    Trump tocou em vários pontos-chave nos quais conservadores e liberais discordam, tais como políticas de imigração, questões relacionadas com identidade de transgêneros, tratados internacionais, entre outros. No entanto, a multidão soou mais alto quando o ex-presidente começou a falar sobre o coronavírus, também chamado de "vírus da China" pelo mesmo.

    Dentro do Partido Republicano, persiste uma divisão entre quem apoia que Trump deva continuar a ter um papel na política americana e os que se opõem por completo. Mesmo sem a suposta criação de um novo partido, Donald Trump apresentou-se na conferência no domingo (28) com uma atitude confiante e, de certo modo, destemida.

    "Com a ajuda de vocês, vamos recuperar a Casa [Branca], venceremos o Senado, e então, o presidente republicano fará um retorno triunfante à Casa Branca [...] Imagino quem será. Quem, quem, quem será?", rematou Trump, citado pelo South China Morning Post.

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    Tags:
    EUA, Flórida, conservadorismo, trumpismo, China, política
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