02:58 09 Março 2021
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    Indígenas equatorianos iniciaram uma marcha para Quito, capital do país, denunciando supostas fraudes que tiraram o candidato Yaku Pérez do segundo turno das eleições presidenciais.

    Após o fim do primeiro turno das eleições no Equador, o país encontra-se diante de um dilema: o candidato que enfrentará Andrés Arauz ainda não está definido. 

    A margem estreita de votos entre o segundo e o terceiro colocados na votação provocou a contestação dos resultados. A recontagem parcial seria feita a pedido dos candidatos Yaku Pérez, líder indígena e advogado ambientalista, e Guillermo Lasso, ex-banqueiro conservador, no último dia 12.

    Porém, nos últimos dias, à frente do candidato indígena, Lasso desistiu da ideia e causou um imbróglio político.

    As pessoas fazem fila do lado de fora de uma seção eleitoral para votar durante as eleições presidenciais em Olmedo, Equador.
    © REUTERS / Cecilia Puebla
    As pessoas fazem fila do lado de fora de uma seção eleitoral para votar durante as eleições presidenciais em Olmedo, Equador.

    A delegação de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) enviada ao Equador para acompanhar a eleição presidencial no país fez nesta segunda-feira (16) um "apelo enérgico" para que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) equatoriano forneça informações claras sobre a apuração dos votos no primeiro turno, realizado em 7 de fevereiro.

    A OEA alega estar "preocupada" com a recontagem de 6 milhões de cédulas, que representam 45% dos votos, anunciada no sábado (13).

    ​Atenção: movimentos indígenas clamam por mobilização nacional para exigir recontagem de votos. A mudança se deve ao anúncio de Lasso sobre recuar ao acordo alcançado.

    A missão de observadores exortou o CNE a "garantir rigor e transparência para todas as forças políticas envolvidas no processo eleitoral", e também pediu respeito ao calendário eleitoral, escreve o portal El Mercúrio.

    A campanha para o segundo turno está prevista entre 16 de março e 8 de abril, sendo que a votação acontece no dia 11 de abril.

    Líder indígena aponta fraudes na apuração

    Com mais de 99% dos votos apurados, Yaku Pérez ficou em terceiro lugar, com 19,38% dos votos. Guillermo Lasso teria se classificado para o segundo turno com 19,74%. O vencedor do primeiro turno foi o economista Andrés Arauz, que obteve 32,71% dos votos.

    Andrés Arauz, candidato à presidência do Equador
    © REUTERS / Johanna Alarcon
    Andrés Arauz, candidato à presidência do Equador

    Duas grandes organizações indígenas, a Confederação dos Povos de Nacionalidade Kichwa do Equador (Ecuarunari) e a Confederação de Nacionalidades e Povos Indígenas da Costa Equatoriana (Conaice), anunciaram marchas até a capital Quito, para pressionar o Conselho Eleitoral a revisar os resultados que impediram Yaku Pérez de disputar o segundo turno.

    O protesto contra as fraudes foi anunciado durante uma entrevista coletiva à imprensa pelo presidente da Ecuarunari. Segundo ele, além da marcha para Quito, manifestações regionais estão sendo organizadas em todo o país.

    Ecuarunari anunciou nesta segunda-feira, 15 de fevereiro, que a partir de meia-noite começarão as mobilizações pelo país e uma caminhada até Quito, para exigir que se respeite o acordo de recontagem dos votos das eleições de 7 de fevereiro.

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    Tags:
    fraude eleitoral, Polícia Judiciária do Equador, Assembleia Nacional do Equador, eleições, Colégio Eleitoral do Equador, Equador
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