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    A caravana de emigrantes hondurenhos que cruzou a Guatemala, entre sexta (15) e sábado (16), a caminho dos Estados Unidos, enfrentou neste domingo (17) cerca de 300 oficiais das forças de segurança guatemalteca.

    De acordo com informações do jornal La Prensa, milhares de pessoas de diversos países da América Central continuam a caminho dos EUA, após furarem um bloqueio feito pelas forças de segurança na Guatemala.

    A caravana começou sua trajetória em Honduras, após uma chamada por meio das redes sociais para ingressar à primeira mobilização de emigrantes de 2021, que visa repetir, com sucesso, outras que foram feitas desde o final de 2018.

    Milhares de emigrantes, entre homens, mulheres e crianças, foram detidos em Chiquimula, na Guatemala, pelo Exército do país. As autoridades pedem que as pessoas retornem ao seu país, e avisaram que a marcha seria interrompida. O Instituto de Migração da Guatemala informou que cerca de mil pessoas já haviam retornado à Honduras.

    Guatemala detém e repreende violentamente uma caravana de emigrantes hondurenhos.

    Porém, a entidade também confirmou a passagem de uma multidão (estimada em nove mil pessoas) que agora viaja pela Guatemala e busca chegar à fronteira com o México. Depois de cruzar 450 km em território guatemalteco, a maior parte da caravana tentará entrar no México pela passagem de fronteira de Tecun Uman.

    Urgente: militares da Guatemala reprimem a caravana de emigrantes no quilômetro 177, em Vado Hondo, na região de Chiquimula, evitando seu avanço para México. Nesse local, os dois grupos de seis mil emigrantes se reuniram e relataram várias pessoas feridas, incluindo soldados.

    Muitos participantes dessa caravana estão convencidos de que Joe Biden, que assume a presidência dos Estados Unidos em 20 de janeiro, será mais flexível do que seu antecessor, Donald Trump, com as regras de emigração.

    A calamidade que atingiu milhares de pessoas em Honduras e os leva a tomar a decisão de partir. Embora o sonho seja um pesadelo.

    Retorno forçado

    A Guatemala disponibilizou caminhões e ônibus para que os emigrantes retornem para Honduras. De acordo com dados do último Relatório de Migração do país, cerca de mil já haviam sido devolvidos à fronteira, incluindo 163 crianças.

    A fuga de Honduras

    Os emigrantes insistem em marchar para os EUA, e alegam fugir de um país devastado pela passagem dos furacões Eta e Iota, em novembro, além da falta de emprego causada pela pandemia, que se somam aos males endêmicos de um país atingido pela violência associada a gangues e tráfico de drogas.

    Emigrantes da América Central atravessando a fronteira do México com os Estados Unidos
    © East News / Eduardo Verdugo/AP/MXEV111
    Emigrantes da América Central atravessando a fronteira do México com os Estados Unidos

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    Tags:
    emigrantes, lei de migração, migração, imigração ilegal, América Latina, confronto, polícia, COVID-19, Joe Biden, Donald Trump, EUA, Guatemala, Honduras
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