A pesquisa foi publicada na noite desta sexta-feira (8) pela Reuters, justamente com o intuito de captar o sentimento da população após a invasão dos apoiadores de Trump ao Capitólio. Foram feitas entrevistas, de modo on-line, com 1.005 cidadãos norte-americanos, incluindo 339 que disseram ter votado em Donald Trump. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.
De acordo com a publicação, 70% dos que apoiaram Trump em novembro, durante as eleições, se opuseram à ação dos manifestantes que invadiram a sede do Congresso. A mesma porcentagem dos entrevistados também desaprova as ações de Trump antes do ataque, quando, em um comício na manhã de 6 de janeiro, o presidente dos EUA pediu a seus seguidores que se dirigissem ao Capitólio.

Quase todos os entrevistados condenaram o confronto violento, mas os apelos pela retirada de Trump do cargo vieram principalmente dos democratas. Ao todo, 90% dos entrevistados que são democratas disseram querer que Trump deixe o cargo antes do fim de seu mandato. Apenas 20% dos que são republicanos apoiam impeachment ou renúncia.
O presidente eleito Joe Biden disse hoje que o presidente Donald Trump não está "apto para o cargo", mas se recusou a endossar os crescentes apelos democratas para tentar destituí-lo pela segunda vez https://t.co/2czlBuoDzx
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) January 8, 2021
No grupo completo, cerca de 30% disseram que o presidente deve ser removido a partir da 25ª Emenda da Constituição dos EUA, que permite ao vice-presidente iniciar um processo de remoção do chefe do Executivo, caso este não venha a cumprir suas funções oficiais. Outros 14% disseram que o Congresso deveria pedir o impeachment e remover Trump do cargo. Por fim, 13% disseram que Trump deveria simplesmente renunciar.
Uma pequena minoria do público americano, 12%, afirmou apoiar as ações das pessoas que participaram do motim. Por outro lado, 79% dos entrevistados, incluindo dois terços dos republicanos e eleitores de Trump, descreveram os participantes como "criminosos" ou "tolos". Cerca de 9% os viram como "cidadãos preocupados", e apenas 5% os chamaram de "patriotas".